Governo testa carteira de trabalho eletrônica

August 14th, 2008

Segunda-feira, 17 de março de 2008 - 11h54

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

As ameaças da web 2.0

August 14th, 2008

Por CARLOS MACHADO

 

Ninguém tem dúvida sobre as oportunidades trazidas pela web 2.0. A interatividade — que transforma o internauta em colaborador ativo dos sites e serviços — torna a internet muito mais rica e interessante. Fenômenos como a Wikipedia e o YouTube estão aí para provar isso. Mas, como tudo na vida, a web 2.0 não traz somente boas notícias. Especialistas em segurança alertam: as mesmas portas que se abrem para facilitar a participação do usuário também multiplicam as brechas de segurança.

 

MAIS PORTAS ABERTAS

“A web era uma casa com uma porta e uma janela. A web 2.0 é a mesma casa, com várias portas e várias janelas e é preciso trancar todas”, diz Marcelo Lombardo, diretor de tecnologia da NewAge Software, especialista em desenvolvimento de soluções para gestão de empresas. Do ponto de vista técnico, explica Lombardo, as aplicações online passaram a atuar em duas frentes. Na web tradicional, as ações eram executadas no servidor. Agora, parte delas ocorre no browser do usuário.

 

Uma conseqüência disso é que, para as empresas de segurança, fi ca mais difícil identifi car as ameaças da internet. Anos atrás, os problemas chegavam na forma de executáveis embutidos em mensagens de e-mails. “Agora, o ataque pode ser montado dinamicamente, sem que exista um só executável”, diz Marcelo Bezerra, gerente de soluções

para a América Latina da ISS, empresa de segurança da IBM. Segundo Bezerra, os scripts permitem que as ameaças sejam montadas como aplicações de várias partes, sendo que algumas delas, por si sós, não apresentam nada perigoso. Por isso podem passar despercebidas por fi rewalls e outros dispositivos de detecção. “De repente, a ameaça aparece já pronta na máquina do usuário: foi montada no meio do caminho”, explica Bezerra.

 

MALWARE 2.0

Não há nenhum mistério. Nesse caso, as ameaças são também aplicações web 2.0. Exemplo disso é o cavalo-de-tróia Spammer.HotLan.A, descrito pela BitDefender, fabricante de antivírus. O HotLan cria contas falsas de webmail em grande escala para com elas enviar spam. Para isso, burla uma das defesas dos sites de webmail, os chamados captcha systems. Trata-se daqueles recursos que apresentam letras e números numa pequena imagem. O usuário deve lê-los e digitá-los num campo. O objetivo dessa proteção é evitar que o preenchimento seja feito por dispositivos automáticos. O HotLan ludibria esses controles. Segundo a BitDefender, foram criadas 514 mil contas no Hotmail e 49 mil no Gmail.

 

PERNAS MÚLTIPLAS

Mas a abertura de contas é apenas uma das pernas do HotLan. Sua base de atuação são computadores invadidos. Cada cópia ativa do cavalo-de-tróia tenta criar um endereço de webmail. A imagem de controle do sistema captcha é enviada a um servidor controlado pelos spammers. Ali, ela é submetida a um OCR para identifi car os caracteres, que por fi m são aplicados no campo de digitação do site de webmail. Portanto, aparecem mais duas pernas: os micros invadidos e o servidor. Criada a conta, e-mails de spam criptografados são enviados às máquinas sob controle dos spammers. O HotLan decifra as mensagens e as envia a uma lista de endereços, esta armazenada em outros sites (mais pernas). Um detalhe: conforme a BitDefender, o invasor é discreto: não há sintomas da presença dele na máquina, a não ser um aumento da atividade de internet.

Paulo Vendramini, gerente de engenharia de sistemas da Symantec, cita o caso de um cavalo-de-tróia que chega via phishing e rouba informações bancárias. A ameaça, minúscula (cerca de 3 KB), faz o download de outro cavalo-de-tróia, que não é detectado pelo fi rewall. Só depois disso é que o invasor é montado e passa a monitorar o usuário. Quando este vai a um site de banco, o cavalo-de-tróia intercepta a solicitação e apresenta um pedido de recadastramento da conta. Obtidos os dados, o malware continua lá, sem perturbar o funcionamento da máquina. Ele só entra em ação outra vez se a vítima apontar o browser para o site de um banco diferente do primeiro.

 

ITALIAN JOB

Exemplos de sofi sticada engenharia de software voltada para o crime começam a se multiplicar. Outro caso recente foi o da ameaça Italian Job, que infectou dezenas de milhares de computadores na Itália, nos Estados Unidos e na Espanha. Nesse caso, o malware infecta websites normais. Segundo Hernán Armbruster, diretor de marketing da Trend Micro, quando um browser visita esses sites, um cavalo-de-tróia é baixado para a máquina do usuário. Esse invasor, por sua vez, faz o download de outros programas, que deixam o PC à mercê de ladrões de senhas. O Italian Job explora vulnerabilidades no Internet Explorer, no Firefox, no Opera e até no JavaScript e no Winzip. Ele reúne uma série de ferramentas de intrusão e as dispara conforme as vulnerabilidades encontradas em cada máquina.

 

DESCONFIÔMETRO

Os especialistas concordam: tanto as empresas de segurança como os usuários de computador precisam mudar de postura diante da nova realidade criada pela web 2.0. Ricardo Bachert, presidente da Panda Software do Brasil, assim como todos os outros técnicos ouvidos por INFO, diz que as empresas já vêm desenvolvendo formas de bloquear ameaças desconhecidas baseadas em métodos que refletem o conhecimento humano.

Os técnicos também acham que o usuário deve manter o desconfiômetro ligado (veja a coluna ao lado). Boa parte do sucesso do malware baseia-se em truques de engenharia social. Ricardo Bachert ilustra isso com um caso. Chega um e-mail que é o currículo de uma jovem pleiteando uma vaga administrativa. O texto é bem escrito e a moça, muito bonita. No final, um link: “Clique aqui para ver mais informações sobre mim”. Cuidado!

Mobilidade melhora eficiência de empresas

August 14th, 2008

Claudia Rondon, do Plantão INFO

Segunda-feira, 16 de junho de 2008 - 14h07

Para diretores de TI, roubo interno de dados é mais ameaçador do que hackers

July 21st, 2008

Por: Karin Sato
09/06/08 - 12h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Mais de 80% dos 103 diretores de Tecnologia da Informação entrevistados para a pesquisa da Secure Computing, empresa de segurança de gateway corporativo, temem mais as ameaças internas - definidas como o vazamento não intencional de dados ou roubo deliberado de informações - do que as externas, originadas por hackers.

O motivo pode estar no fato de que 37% dos entrevistados vivenciaram o vazamento de informações sensíveis no ano passado. Não por acaso, nas empresas, os maiores investimentos têm como foco a segurança interna, com 35% dos diretores de TI identificando-a como seu investimento planejado prioritário.

Calcanhar de Aquiles das empresas
O e-mail é considerado o ponto fraco das empresas, sendo identificado como o maior risco atual para a segurança das organizações, com 34% dos votos dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a ferramenta Voz sobre IP (25%).

Depois, está a navegação na internet (21%). Apesar da aparente confiança, quatro em cada cinco entrevistados, ou seja, 79% do total, acreditam que poderiam estar mais bem preparados contra as ameaças propagadas via internet.

Hackers não são principal problema
Ao contrário do que se poderia pressupor, menos de um em cada cinco entrevistados, o que representa um total de 17%, acredita que as ameaças enviadas por hackers são as mais perigosas. Na realidade, elas constituem a menor área de aflição. De qualquer maneira, o malware parece ser a principal dor de cabeça, com 56% identificando isto como a sua maior preocupação.

Mudança de paradigma
Curiosamente, a segurança de TI está em ascensão na agenda das empresas. Ela começou a ser vista como um habilitador genuíno do negócio. Apenas um a cada dez entrevistados (11%) acredita que o investimento é um “mal necessário”. A sensação de todos os demais é de que se trata de um investimento tão importante quanto qualquer outro projeto de TI.

“É fascinante ver como as percepções do cenário da ameaça entre os responsáveis sêniores pelas decisões de TI estão evoluindo, com a ameaça interna e o vazamento de dados entre as preocupações principais dos diretores de TI”, afirma o diretor regional de vendas para o Reino Unido, Irlanda, África do Sul e Israel da Secure Computing, Kieran Lees.

O estudo foi realizado entre os participantes sêniores da Infosecurity Europe, no Olympia Grand Hall em Londres, entre os dias 22 e 24 de abril.

Navegar é preciso: pausa para acessar web no trabalho aumenta produtividade

July 21st, 2008

Por: Flávia Furlan Nunes
10/06/08 - 15h59
InfoMoney

SÃO PAULO - Pesquisa revela que uma pausa de dez minutos para navegar na web, durante o trabalho, pode aumentar a produtividade do profissional.

De acordo com os dados da PopCap Games, empresa britânica que desenvolve jogos virtuais, muito longe de distrair os profissionais do trabalho que realizam, a atitude pode diminuir o estresse, enquanto ajuda a focar a mente. Além disso, a pesquisa mostrou que o fato de as empresas limitarem totalmente o acesso dos profissionais a sites de interesse pessoal pode reduzir a eficiência e a moral da equipe.

Os resultados foram baseados em psicometria - método que testa a capacidade mental por meio de provas - e compilados pelo psicologista da Goldsmiths University, Dr. Tomas Chamorro-Premuzic.

Resultados
A pesquisa mostrou que o uso de sites de relacionamento, notícias, de encontros, jogos e compras levaram 57% dos profissionais a se afastarem da tradicional pausa para o chá, utilizando esse tempo para navegar pela internet. Outros 71% admitiram navegar na web enquanto o chefe não está por perto, enquanto 47% crêem que fumar um cigarro por cinco minutos é mais aceito do que navegar pelo mesmo tempo na web.

O responsável pela pesquisa acredita que, se os chefes permitissem dez minutos de navegação pela internet diários, a produtividade aumentaria.

“Pausas para chá e pausas forçadas têm sido as mais comuns, mas a pesquisa mostra que e-breaks (pausas para navegação na internet) estão se tornando as mais populares escolhas dos trabalhadores britânicos”, afirma o psicologista. “A pesquisa prova que uma pausa de dez minutos por dia pode trazer benefícios significantes, mas, ao contrário disso, muitos chefes estão banindo isso com medo que possa distrair o funcionário”.

Cuidado com a distração
A internet oferece um mundo de informações de vários tipos, e cair na rede pode significar o desperdício de horas de trabalho. Por mais que a atitude possa relaxar a mente, todo o cuidado é pouco.

E-mail pessoal, assuntos do seu interesse, notícias de esporte, entretenimento, curiosidades, piadas…tudo ali, num clique. Cabe a você respeitar as regras e, a partir delas, criar a sua rotina, dedicando-se ao trabalho e entregando-se à dispersão no momento certo. Afinal, “navegar” é preciso!

Equipes virtuais: veja como elas funcionam

July 21st, 2008

Por: Karin Sato
16/06/08 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Os resultados da incontestável globalização estão sugerindo, ou até impondo, novas modalidades de trabalho e de gestão às organizações, que estão sendo tentadas e testadas sem que se tenha, até o momento, uma avaliação mais precisa de resultados, segundo explicação do professor da Fundação Vanzolini e sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações, Luis Felipe Cortoni.

Em meio às citadas mudanças, está a formação dos grupos ou equipes virtuais, que agora começam a amadurecer, desafiando tudo o que os gestores de equipes sabiam sobre grupos dentro das organizações.

O que são as equipes virtuais?
O professor explica que, segundo algumas poucas bibliografias disponíveis - e muitas experiências práticas em andamento -, o grupo virtual tem tudo o que os grupos tradicionais têm. Sua diferença está na forma como seus membros se vinculam, se relacionam, se articulam em torno do objetivo, ou seja, a diferença está basicamente nos seus “links”.

Assim, diferentemente dos grupos convencionais, o grupo virtual trabalha além das fronteiras organizacionais, com “links” fornecidos, facilitados e fortalecidos por tecnologias da informação. É possível encontrar grupos virtuais, por exemplo, formados por pessoas da mesma empresa, porém que trabalham em países diferentes.

Equipe virtual versus equipe convencional
A questão proposta por Cortoni é: será que é possível criar vínculo com outras pessoas que nem conhecemos pessoalmente, mas com as quais conversamos diariamente, através dos meios eletrônicos? Existirão vínculos neste caso?

“Parece que a resposta é sim, porém será preciso estudar mais e compreender mais as experiências atuais com estes grupos. Já existem, por exemplo, metodologias que podem facilitar o lançamento de um grupo deste tipo, para que ele possa, posteriormente, de fato, desenvolver e consolidar suas características virtuais”, reflete o especialista.

Processos diferentes
Outra diferença fundamental deste tipo de grupo, em relação aos grupos convencionais, está, principalmente, nos seus processos internos - interpessoal, lógico e formal - e na existência de um processo cultural que aparece com maior nitidez, e muitas vezes como variável determinante, do seu sucesso.

Quando considerado o nível interpessoal, as características principais são: pouco vínculo, pessoas estranhas entre si, existência de colegas, amigos e inimigos no mesmo grupo, comunicação comum via telefone, nível de conflitos mais baixo no contato virtual e mais alto no face a face, necessidade de criar vínculos específicos que sustentem a relação virtual, relacionamento muito vulnerável com necessidade de mais tempo para consolidá-lo, graus de envolvimento e compromisso sempre sujeitos a diminuir e necessidade de grande confiança entre os membros (por conta da falta do face a face).

Outras características peculiares:

No processo cultural:

  • Diferenças culturais marcantes entre membros, problemas de etnocentrismo e preconceitos mais visíveis;
  • Diferenças na importância dos papéis envolvidos;
  • Presença de idiomas diferentes;
  • Diferenças nas práticas e procedimentos discutidos segundo os países de origem, apesar de pertencerem à mesma empresa;
  • Presença de hierarquia formal no país de origem que nem sempre compreende as necessidades ou apóia o projeto global/regional.

No processo lógico:

  • Necessidade de inovação e criatividade em contexto de realização complexo;
  • Tarefas realizadas muito lentamente;
  • Necessidade de conhecer ferramentas de trabalho específicas: tecnológicas, de inovação e de informática.

No processo formal:

  • Necessidade de clareza e compreensão máximas dos objetivos;
  • Necessidade de compreensão dos papéis e contribuições de cada participante da equipe;
  • Necessidade de um coordenador que centralize algumas atividades;
  • Necessidade de investir muito na formalização (procedimentos, regras internas, objetivos, distribuição de papéis, organização do trabalho);
  • Alta interdependência na tarefa e pouca no resultado final (na implantação dos resultados);
  • Trabalho fortemente apoiado por ferramentas eletrônicas: necessidade de desenvolver mecanismos de interação/ cooperação eletrônica.

“Sabemos que estamos com um grupo especial, que irá demandar tratamento diferenciado para suas necessidade de funcionamento. Portanto, exigirá dos responsáveis por eles um repertório de competências específicas para formá-los, mantê-los e desenvolvê-los”, finaliza Cortoni.

Classe A é a que mais adota home office, opção de um a cada quatro brasileiros

July 21st, 2008

Por: Karin Sato
17/06/08 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Um estudo sobre tele-trabalho no Brasil revelou que 23,2% da população adulta em atividade, o que corresponde a um em cada quatro brasileiros, adotam este tipo de trabalho ao longo do mês de alguma forma.

Um terço deles (8,1%) exerce o trabalho virtual quase diariamente. Trabalhar em casa é a forma mais popular da modalidade, com 52% de adesão dos entrevistados, com destaque para pessoas com alto poder aquisitivo, da Classe A. A pesquisa foi realizada pelo instituto de opinião pública Market Analysis.

“Dentre os que tele-trabalham todos os dias, pessoas que pertencem à classe A (18%), como os donos das companhias, gerentes e colaboradores de cargos administrativos mais altos são os principais representantes deste comportamento”, afirma o diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray.

Microempresas são pioneiras no tele-trabalho
Embora seja crescente a adoção do tele-trabalho em multinacionais, uma vez que a tendência veio do exterior, as microempresas com até quatro funcionários são as pioneiras na adoção intensiva e sistemática da nova estratégia de trabalho, com 15% de funcionários que tele-trabalham. Em seguida, aparecem as empresas de médio porte - entre 20 e 100 empregados -, com 10,1%.

“O computador é a principal ferramenta utilizada por estes profissionais (60%) na maior parte do tempo em que não estão no escritório”, afirma Echegaray.

Idade dos profissionais e análise regional
Atualmente, este cenário é composto por pessoas com idade entre 45 e 54 anos (15,5%). Todavia, a aceitação e disposição dos jovens em adotar o tele-trabalho futuramente já são percebidas entre aqueles com idade de 18 a 24 anos, com 44% de aprovação do novo regime.

Na análise regional, as regiões Nordeste (43%), especialmente Salvador, e Sudeste (41%), com destaque para Belo Horizonte, têm maior potencial para o tele-trabalho.

Sobre a pesquisa
O estudo foi realizado com 345 trabalhadores do setor privado (funcionários ou donos), residentes nas nove principais capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Goiânia e Brasília). A margem de erro é de aproximadamente 5,28%, para baixo ou para cima.

Campanhas on-line, em blogs e em outras redes causam 500 vezes mais impacto

July 21st, 2008

Por: Karin Sato
20/06/08 - 15h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Somente em maio último, 18,5 milhões de pessoas navegaram em sites relacionados a comunidades. Se forem acrescidos a este número os fotologs, videologs e os mensageiros instantâneos, o número salta para 20,6 milhões de brasileiros por mês acessando as chamadas “redes sociais”. Trata-se de 90% do total de usuários que acessam a internet mensalmente.

É uma prova de que a internet se tornou poderoso meio de disseminação e publicidade das marcas. A pesquisa Redes Sociais, lançada no dia 20 de junho pelo Ibope/NetRatings, mostra que as campanhas on-line partindo de blogs ou outras redes sociais podem ter um impacto 500 vezes maior do que se partissem dos sites das próprias empresas.

Resultados
Entre os resultados da pesquisa, um deles chama a atenção: caso as montadoras de veículos decidissem realizar uma grande campanha para impulsionar o consumo de automóveis e, para isso, utilizassem seus sites oficiais, atingiriam cerca de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês.

No entanto, se os membros das comunidades virtuais relacionadas a marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de carros, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas, ou seja, a campanha teria 49.900% mais impacto.

Além disso, 94,1% dos usuários que visitam os sites das montadoras freqüentam comunidades, ou seja, uma ação das montadoras poderia ser rapidamente contrariada pelos membros da comunidade, que, notoriamente, possuem mais voz e poder de influência.

Boca-a-boca pode minar o consumo
A pesquisa constatou ainda que uma onda de comentários contra uma marca de automóvel pode minar a vontade de consumo do futuro comprador. Mais de 90% dos membros das comunidades relacionadas aos veículos, com sentimentos positivos, negativos ou neutros, têm até 24 anos de idade.

Os usuários das comunidades não são homogêneos, mostrou o estudo. Há variações importantes na comparação entre São Paulo e Rio de Janeiro. Marcas podem ser odiadas em um local e amadas em outro

Mercado de outsourcing de TI deve chegar a R$ 15,2 bilhões este ano

July 15th, 2008

Por: Karin Sato
19/05/08 - 16h19
InfoMoney

SÃO PAULO - Foram gastos, no ano passado, R$ 12,3 bilhões com a terceirização de Tecnologia da Informação no País. Para este ano, a expectativa é de que essa cifra chegue a R$ 15,2 bilhões, representando 32% do total de investimentos em TI, que devem alcançar a casa dos R$ 46,2 bilhões.

Os dados fazem parte do estudo anual da E-Consulting, boutique de conhecimento que atua em criação, desenvolvimento e implementação de serviços profissionais em TI, Telecom, Mídia, Internet e Contact Center para grandes corporações.

Tipos de serviços demandados
O estudo revela que, enquanto a terceirização de infra-estrutura já atingiu níveis importantes de penetração, visto que é o setor mais maduro do mercado de outsourcing, outras duas frentes têm sido responsáveis pelo crescimento deste segmento de mercado: o outsourcing de desenvolvimento e a implantação de BPOs (Business Process Outsourcings), que ainda é incipiente e deve crescer.

“A percepção das empresas de transferir o back-office para parceiros e se concentrarem em seu core business para garantir vantagens competitivas ainda é o grande impulsionador do desenvolvimento deste mercado. Mas desenvolvimento, gestão e até mesmo processos ganham força e espaço”, comenta o sócio-fundador da E-Consulting Corp. (empresa do Grupo ECC), Daniel Domeneguetti.

A gestão da terceirização de TI deixou de servir apenas para a implantação de equipamentos sofisticados ou de sistemas de última geração e passou a ser adotada para práticas administrativas e operacionais, processos, expertises em governança corporativa e de aplicações voltadas à competitividade.

“Quando não se deseja abrir mão dessas atividades core de TI, a terceirização da parte de menor valor agregado em TI (essencialmente infra-estrutura, hardware e software) se torna a tônica em muitas empresas, permitindo que ela se concentre em atividades mais estratégicas de TI”, completa.

Construtoras investem em sites para facilitar procura do futuro comprador

July 10th, 2008

Por: Equipe InfoMoney
10/07/08 - 20h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Comprar uma casa ou um apartamento não é tarefa simples e requer um tempo razoável de pesquisa. Geralmente essa fase envolve caminhadas intermináveis na busca por stands de vendas de incorporadoras e construtoras. Entretanto, ultimamente, muitas dessas empresas têm investido em iniciativas para facilitar a vida do futuro comprador. Uma delas é a criação de páginas web e aprimoramento de sites que oferecem uma série de detalhes sobre cada um dos empreendimentos.

Um exemplo é o da incorporadora Rossi, que tem estimado para o ano de 2008 um investimento de R$ 4 milhões para publicidade on-line e reformulações em seu site. O objetivo da incorporadora é atender à atual dinâmica do mercado de construção civil, na qual a internet tem sido cada vez mais usada para pesquisas de imóveis.

Serviços
Dentre as medidas, destaca-se a otimização do portal para buscadores, permitindo que sites de busca como o Google encontre os imóveis da Rossi com maior facilidade, posicionando-os dentre as primeiras colocações nas páginas de resultados. “O site é uma espécie de plantão de vendas. Por isso, é fundamental que ele seja facilmente encontrado nos buscadores. Não ter isso é como ter um stand de vendas numa rua escura e sem saída”, afirma o gerente de marketing da incorporadora, Rafael Rossi.

Além disso, o site oferece a ferramenta de corretor on-line, que esclarece as dúvidas dos clientes, sempre visando levá-los a um stand de vendas no futuro. A página conta também com um simulador de financiamentos e um comparador de empreendimentos. Com os investimentos, a empresa pretende dobrar o percentual das vendas iniciadas pelo canal on-line, que representaram 10% do total no ano passado.

Bons negócios
Buscando facilitar o acesso do mutuário ao imóvel, a incorporadora Abyara promoveu uma transformação em sua página na internet, que estreou nova versão no mês de maio. As principais novidades foram o formato, agora mais leve - permitindo navegação mais rápida -, maior número de informações e serviços, e o de corretores que trabalham no atendimento on-line.

Com o novo desenho, o site trouxe maior conteúdo de leitura, fotos e vídeos dos produtos, uma área de relacionamento com os clientes e uma ferramenta de favoritos, com a qual o visitante pode selecionar os imóveis de que mais gosta e gravá-los para acessar de qualquer lugar.

As mudanças foram motivadas pelo crescimento da utilização da internet como ferramenta na hora de comprar a casa própria. Segundo o gerente de marketing da incorporadora, Rogério Santos, atualmente, de 30% a 35% dos compradores usam a internet em algum momento da transação. “O uso da internet para realização de negócios vem crescendo cerca de 23% ao ano, nos últimos anos. Com a entrada do novo site no ar, nossa expectativa é de que o crescimento suba para uma taxa de 30% ao ano”, afirma o diretor.