Archive for July, 2008

Para diretores de TI, roubo interno de dados é mais ameaçador do que hackers

Monday, July 21st, 2008

Por: Karin Sato
09/06/08 - 12h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Mais de 80% dos 103 diretores de Tecnologia da Informação entrevistados para a pesquisa da Secure Computing, empresa de segurança de gateway corporativo, temem mais as ameaças internas - definidas como o vazamento não intencional de dados ou roubo deliberado de informações - do que as externas, originadas por hackers.

O motivo pode estar no fato de que 37% dos entrevistados vivenciaram o vazamento de informações sensíveis no ano passado. Não por acaso, nas empresas, os maiores investimentos têm como foco a segurança interna, com 35% dos diretores de TI identificando-a como seu investimento planejado prioritário.

Calcanhar de Aquiles das empresas
O e-mail é considerado o ponto fraco das empresas, sendo identificado como o maior risco atual para a segurança das organizações, com 34% dos votos dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a ferramenta Voz sobre IP (25%).

Depois, está a navegação na internet (21%). Apesar da aparente confiança, quatro em cada cinco entrevistados, ou seja, 79% do total, acreditam que poderiam estar mais bem preparados contra as ameaças propagadas via internet.

Hackers não são principal problema
Ao contrário do que se poderia pressupor, menos de um em cada cinco entrevistados, o que representa um total de 17%, acredita que as ameaças enviadas por hackers são as mais perigosas. Na realidade, elas constituem a menor área de aflição. De qualquer maneira, o malware parece ser a principal dor de cabeça, com 56% identificando isto como a sua maior preocupação.

Mudança de paradigma
Curiosamente, a segurança de TI está em ascensão na agenda das empresas. Ela começou a ser vista como um habilitador genuíno do negócio. Apenas um a cada dez entrevistados (11%) acredita que o investimento é um “mal necessário”. A sensação de todos os demais é de que se trata de um investimento tão importante quanto qualquer outro projeto de TI.

“É fascinante ver como as percepções do cenário da ameaça entre os responsáveis sêniores pelas decisões de TI estão evoluindo, com a ameaça interna e o vazamento de dados entre as preocupações principais dos diretores de TI”, afirma o diretor regional de vendas para o Reino Unido, Irlanda, África do Sul e Israel da Secure Computing, Kieran Lees.

O estudo foi realizado entre os participantes sêniores da Infosecurity Europe, no Olympia Grand Hall em Londres, entre os dias 22 e 24 de abril.

Navegar é preciso: pausa para acessar web no trabalho aumenta produtividade

Monday, July 21st, 2008

Por: Flávia Furlan Nunes
10/06/08 - 15h59
InfoMoney

SÃO PAULO - Pesquisa revela que uma pausa de dez minutos para navegar na web, durante o trabalho, pode aumentar a produtividade do profissional.

De acordo com os dados da PopCap Games, empresa britânica que desenvolve jogos virtuais, muito longe de distrair os profissionais do trabalho que realizam, a atitude pode diminuir o estresse, enquanto ajuda a focar a mente. Além disso, a pesquisa mostrou que o fato de as empresas limitarem totalmente o acesso dos profissionais a sites de interesse pessoal pode reduzir a eficiência e a moral da equipe.

Os resultados foram baseados em psicometria - método que testa a capacidade mental por meio de provas - e compilados pelo psicologista da Goldsmiths University, Dr. Tomas Chamorro-Premuzic.

Resultados
A pesquisa mostrou que o uso de sites de relacionamento, notícias, de encontros, jogos e compras levaram 57% dos profissionais a se afastarem da tradicional pausa para o chá, utilizando esse tempo para navegar pela internet. Outros 71% admitiram navegar na web enquanto o chefe não está por perto, enquanto 47% crêem que fumar um cigarro por cinco minutos é mais aceito do que navegar pelo mesmo tempo na web.

O responsável pela pesquisa acredita que, se os chefes permitissem dez minutos de navegação pela internet diários, a produtividade aumentaria.

“Pausas para chá e pausas forçadas têm sido as mais comuns, mas a pesquisa mostra que e-breaks (pausas para navegação na internet) estão se tornando as mais populares escolhas dos trabalhadores britânicos”, afirma o psicologista. “A pesquisa prova que uma pausa de dez minutos por dia pode trazer benefícios significantes, mas, ao contrário disso, muitos chefes estão banindo isso com medo que possa distrair o funcionário”.

Cuidado com a distração
A internet oferece um mundo de informações de vários tipos, e cair na rede pode significar o desperdício de horas de trabalho. Por mais que a atitude possa relaxar a mente, todo o cuidado é pouco.

E-mail pessoal, assuntos do seu interesse, notícias de esporte, entretenimento, curiosidades, piadas…tudo ali, num clique. Cabe a você respeitar as regras e, a partir delas, criar a sua rotina, dedicando-se ao trabalho e entregando-se à dispersão no momento certo. Afinal, “navegar” é preciso!

Equipes virtuais: veja como elas funcionam

Monday, July 21st, 2008

Por: Karin Sato
16/06/08 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Os resultados da incontestável globalização estão sugerindo, ou até impondo, novas modalidades de trabalho e de gestão às organizações, que estão sendo tentadas e testadas sem que se tenha, até o momento, uma avaliação mais precisa de resultados, segundo explicação do professor da Fundação Vanzolini e sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações, Luis Felipe Cortoni.

Em meio às citadas mudanças, está a formação dos grupos ou equipes virtuais, que agora começam a amadurecer, desafiando tudo o que os gestores de equipes sabiam sobre grupos dentro das organizações.

O que são as equipes virtuais?
O professor explica que, segundo algumas poucas bibliografias disponíveis - e muitas experiências práticas em andamento -, o grupo virtual tem tudo o que os grupos tradicionais têm. Sua diferença está na forma como seus membros se vinculam, se relacionam, se articulam em torno do objetivo, ou seja, a diferença está basicamente nos seus “links”.

Assim, diferentemente dos grupos convencionais, o grupo virtual trabalha além das fronteiras organizacionais, com “links” fornecidos, facilitados e fortalecidos por tecnologias da informação. É possível encontrar grupos virtuais, por exemplo, formados por pessoas da mesma empresa, porém que trabalham em países diferentes.

Equipe virtual versus equipe convencional
A questão proposta por Cortoni é: será que é possível criar vínculo com outras pessoas que nem conhecemos pessoalmente, mas com as quais conversamos diariamente, através dos meios eletrônicos? Existirão vínculos neste caso?

“Parece que a resposta é sim, porém será preciso estudar mais e compreender mais as experiências atuais com estes grupos. Já existem, por exemplo, metodologias que podem facilitar o lançamento de um grupo deste tipo, para que ele possa, posteriormente, de fato, desenvolver e consolidar suas características virtuais”, reflete o especialista.

Processos diferentes
Outra diferença fundamental deste tipo de grupo, em relação aos grupos convencionais, está, principalmente, nos seus processos internos - interpessoal, lógico e formal - e na existência de um processo cultural que aparece com maior nitidez, e muitas vezes como variável determinante, do seu sucesso.

Quando considerado o nível interpessoal, as características principais são: pouco vínculo, pessoas estranhas entre si, existência de colegas, amigos e inimigos no mesmo grupo, comunicação comum via telefone, nível de conflitos mais baixo no contato virtual e mais alto no face a face, necessidade de criar vínculos específicos que sustentem a relação virtual, relacionamento muito vulnerável com necessidade de mais tempo para consolidá-lo, graus de envolvimento e compromisso sempre sujeitos a diminuir e necessidade de grande confiança entre os membros (por conta da falta do face a face).

Outras características peculiares:

No processo cultural:

  • Diferenças culturais marcantes entre membros, problemas de etnocentrismo e preconceitos mais visíveis;
  • Diferenças na importância dos papéis envolvidos;
  • Presença de idiomas diferentes;
  • Diferenças nas práticas e procedimentos discutidos segundo os países de origem, apesar de pertencerem à mesma empresa;
  • Presença de hierarquia formal no país de origem que nem sempre compreende as necessidades ou apóia o projeto global/regional.

No processo lógico:

  • Necessidade de inovação e criatividade em contexto de realização complexo;
  • Tarefas realizadas muito lentamente;
  • Necessidade de conhecer ferramentas de trabalho específicas: tecnológicas, de inovação e de informática.

No processo formal:

  • Necessidade de clareza e compreensão máximas dos objetivos;
  • Necessidade de compreensão dos papéis e contribuições de cada participante da equipe;
  • Necessidade de um coordenador que centralize algumas atividades;
  • Necessidade de investir muito na formalização (procedimentos, regras internas, objetivos, distribuição de papéis, organização do trabalho);
  • Alta interdependência na tarefa e pouca no resultado final (na implantação dos resultados);
  • Trabalho fortemente apoiado por ferramentas eletrônicas: necessidade de desenvolver mecanismos de interação/ cooperação eletrônica.

“Sabemos que estamos com um grupo especial, que irá demandar tratamento diferenciado para suas necessidade de funcionamento. Portanto, exigirá dos responsáveis por eles um repertório de competências específicas para formá-los, mantê-los e desenvolvê-los”, finaliza Cortoni.

Classe A é a que mais adota home office, opção de um a cada quatro brasileiros

Monday, July 21st, 2008

Por: Karin Sato
17/06/08 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - Um estudo sobre tele-trabalho no Brasil revelou que 23,2% da população adulta em atividade, o que corresponde a um em cada quatro brasileiros, adotam este tipo de trabalho ao longo do mês de alguma forma.

Um terço deles (8,1%) exerce o trabalho virtual quase diariamente. Trabalhar em casa é a forma mais popular da modalidade, com 52% de adesão dos entrevistados, com destaque para pessoas com alto poder aquisitivo, da Classe A. A pesquisa foi realizada pelo instituto de opinião pública Market Analysis.

“Dentre os que tele-trabalham todos os dias, pessoas que pertencem à classe A (18%), como os donos das companhias, gerentes e colaboradores de cargos administrativos mais altos são os principais representantes deste comportamento”, afirma o diretor da Market Analysis, Fabián Echegaray.

Microempresas são pioneiras no tele-trabalho
Embora seja crescente a adoção do tele-trabalho em multinacionais, uma vez que a tendência veio do exterior, as microempresas com até quatro funcionários são as pioneiras na adoção intensiva e sistemática da nova estratégia de trabalho, com 15% de funcionários que tele-trabalham. Em seguida, aparecem as empresas de médio porte - entre 20 e 100 empregados -, com 10,1%.

“O computador é a principal ferramenta utilizada por estes profissionais (60%) na maior parte do tempo em que não estão no escritório”, afirma Echegaray.

Idade dos profissionais e análise regional
Atualmente, este cenário é composto por pessoas com idade entre 45 e 54 anos (15,5%). Todavia, a aceitação e disposição dos jovens em adotar o tele-trabalho futuramente já são percebidas entre aqueles com idade de 18 a 24 anos, com 44% de aprovação do novo regime.

Na análise regional, as regiões Nordeste (43%), especialmente Salvador, e Sudeste (41%), com destaque para Belo Horizonte, têm maior potencial para o tele-trabalho.

Sobre a pesquisa
O estudo foi realizado com 345 trabalhadores do setor privado (funcionários ou donos), residentes nas nove principais capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Goiânia e Brasília). A margem de erro é de aproximadamente 5,28%, para baixo ou para cima.

Campanhas on-line, em blogs e em outras redes causam 500 vezes mais impacto

Monday, July 21st, 2008

Por: Karin Sato
20/06/08 - 15h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Somente em maio último, 18,5 milhões de pessoas navegaram em sites relacionados a comunidades. Se forem acrescidos a este número os fotologs, videologs e os mensageiros instantâneos, o número salta para 20,6 milhões de brasileiros por mês acessando as chamadas “redes sociais”. Trata-se de 90% do total de usuários que acessam a internet mensalmente.

É uma prova de que a internet se tornou poderoso meio de disseminação e publicidade das marcas. A pesquisa Redes Sociais, lançada no dia 20 de junho pelo Ibope/NetRatings, mostra que as campanhas on-line partindo de blogs ou outras redes sociais podem ter um impacto 500 vezes maior do que se partissem dos sites das próprias empresas.

Resultados
Entre os resultados da pesquisa, um deles chama a atenção: caso as montadoras de veículos decidissem realizar uma grande campanha para impulsionar o consumo de automóveis e, para isso, utilizassem seus sites oficiais, atingiriam cerca de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês.

No entanto, se os membros das comunidades virtuais relacionadas a marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de carros, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas, ou seja, a campanha teria 49.900% mais impacto.

Além disso, 94,1% dos usuários que visitam os sites das montadoras freqüentam comunidades, ou seja, uma ação das montadoras poderia ser rapidamente contrariada pelos membros da comunidade, que, notoriamente, possuem mais voz e poder de influência.

Boca-a-boca pode minar o consumo
A pesquisa constatou ainda que uma onda de comentários contra uma marca de automóvel pode minar a vontade de consumo do futuro comprador. Mais de 90% dos membros das comunidades relacionadas aos veículos, com sentimentos positivos, negativos ou neutros, têm até 24 anos de idade.

Os usuários das comunidades não são homogêneos, mostrou o estudo. Há variações importantes na comparação entre São Paulo e Rio de Janeiro. Marcas podem ser odiadas em um local e amadas em outro

Mercado de outsourcing de TI deve chegar a R$ 15,2 bilhões este ano

Tuesday, July 15th, 2008

Por: Karin Sato
19/05/08 - 16h19
InfoMoney

SÃO PAULO - Foram gastos, no ano passado, R$ 12,3 bilhões com a terceirização de Tecnologia da Informação no País. Para este ano, a expectativa é de que essa cifra chegue a R$ 15,2 bilhões, representando 32% do total de investimentos em TI, que devem alcançar a casa dos R$ 46,2 bilhões.

Os dados fazem parte do estudo anual da E-Consulting, boutique de conhecimento que atua em criação, desenvolvimento e implementação de serviços profissionais em TI, Telecom, Mídia, Internet e Contact Center para grandes corporações.

Tipos de serviços demandados
O estudo revela que, enquanto a terceirização de infra-estrutura já atingiu níveis importantes de penetração, visto que é o setor mais maduro do mercado de outsourcing, outras duas frentes têm sido responsáveis pelo crescimento deste segmento de mercado: o outsourcing de desenvolvimento e a implantação de BPOs (Business Process Outsourcings), que ainda é incipiente e deve crescer.

“A percepção das empresas de transferir o back-office para parceiros e se concentrarem em seu core business para garantir vantagens competitivas ainda é o grande impulsionador do desenvolvimento deste mercado. Mas desenvolvimento, gestão e até mesmo processos ganham força e espaço”, comenta o sócio-fundador da E-Consulting Corp. (empresa do Grupo ECC), Daniel Domeneguetti.

A gestão da terceirização de TI deixou de servir apenas para a implantação de equipamentos sofisticados ou de sistemas de última geração e passou a ser adotada para práticas administrativas e operacionais, processos, expertises em governança corporativa e de aplicações voltadas à competitividade.

“Quando não se deseja abrir mão dessas atividades core de TI, a terceirização da parte de menor valor agregado em TI (essencialmente infra-estrutura, hardware e software) se torna a tônica em muitas empresas, permitindo que ela se concentre em atividades mais estratégicas de TI”, completa.

Construtoras investem em sites para facilitar procura do futuro comprador

Thursday, July 10th, 2008

Por: Equipe InfoMoney
10/07/08 - 20h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Comprar uma casa ou um apartamento não é tarefa simples e requer um tempo razoável de pesquisa. Geralmente essa fase envolve caminhadas intermináveis na busca por stands de vendas de incorporadoras e construtoras. Entretanto, ultimamente, muitas dessas empresas têm investido em iniciativas para facilitar a vida do futuro comprador. Uma delas é a criação de páginas web e aprimoramento de sites que oferecem uma série de detalhes sobre cada um dos empreendimentos.

Um exemplo é o da incorporadora Rossi, que tem estimado para o ano de 2008 um investimento de R$ 4 milhões para publicidade on-line e reformulações em seu site. O objetivo da incorporadora é atender à atual dinâmica do mercado de construção civil, na qual a internet tem sido cada vez mais usada para pesquisas de imóveis.

Serviços
Dentre as medidas, destaca-se a otimização do portal para buscadores, permitindo que sites de busca como o Google encontre os imóveis da Rossi com maior facilidade, posicionando-os dentre as primeiras colocações nas páginas de resultados. “O site é uma espécie de plantão de vendas. Por isso, é fundamental que ele seja facilmente encontrado nos buscadores. Não ter isso é como ter um stand de vendas numa rua escura e sem saída”, afirma o gerente de marketing da incorporadora, Rafael Rossi.

Além disso, o site oferece a ferramenta de corretor on-line, que esclarece as dúvidas dos clientes, sempre visando levá-los a um stand de vendas no futuro. A página conta também com um simulador de financiamentos e um comparador de empreendimentos. Com os investimentos, a empresa pretende dobrar o percentual das vendas iniciadas pelo canal on-line, que representaram 10% do total no ano passado.

Bons negócios
Buscando facilitar o acesso do mutuário ao imóvel, a incorporadora Abyara promoveu uma transformação em sua página na internet, que estreou nova versão no mês de maio. As principais novidades foram o formato, agora mais leve - permitindo navegação mais rápida -, maior número de informações e serviços, e o de corretores que trabalham no atendimento on-line.

Com o novo desenho, o site trouxe maior conteúdo de leitura, fotos e vídeos dos produtos, uma área de relacionamento com os clientes e uma ferramenta de favoritos, com a qual o visitante pode selecionar os imóveis de que mais gosta e gravá-los para acessar de qualquer lugar.

As mudanças foram motivadas pelo crescimento da utilização da internet como ferramenta na hora de comprar a casa própria. Segundo o gerente de marketing da incorporadora, Rogério Santos, atualmente, de 30% a 35% dos compradores usam a internet em algum momento da transação. “O uso da internet para realização de negócios vem crescendo cerca de 23% ao ano, nos últimos anos. Com a entrada do novo site no ar, nossa expectativa é de que o crescimento suba para uma taxa de 30% ao ano”, afirma o diretor.

Senado aprova punição para crimes cometidos pela internet

Thursday, July 10th, 2008

Por: Roberta de Matos Vilas Boas
10/07/08 - 19h39
InfoMoney

SÃO PAULO - O Senado aprovou, na última quarta-feira (09) uma proposta que pune os crimes praticados com a utilização da internet. A proposta substitutiva ao projeto de lei da Câmara 89/2003 trata dos ilícitos que tragam danos a pessoas, equipamentos, arquivos, dados e informações, em unidades isoladas ou em redes privadas ou públicas de computadores.

“Os brasileiros poderão ter, com a futura lei, um ambiente seguro em que desenvolver suas atividades no campo da informática”, afirmou o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Segundo a Agência Senado, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados, casa de origem do projeto, já que foi modificado.

Modificações
O novo texto trata de temas como a pirataria e a ação de pedófilos. Além disso, tipifica o crime de acesso a equipamentos ou redes com a violação da segurança de ambientes que tenham proteção expressa. Também será considerada criminosa a transferência sem autorização de dados e informações de unidades ou sistemas com acesso restrito.

“Aprovamos um projeto rigoroso contra o crime, mas que garante a liberdade de expressão na internet”, considerou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que negociou com o governo e setores da sociedade as emendas que modificam o projeto.

O projeto também considera crime falsificar página na internet, dados eletrônicos ou documentos públicos e verdadeiros, assim como dados e documentos particulares. Criar, divulgar ou manter sites e arquivos com material pornográfico com imagens e informações que envolvam crianças e adolescentes, também passa a ser considerado crime, além da prática de estelionato e da captura de senhas de usuários do comércio eletrônico.

Mercadante explicou que os provedores de internet serão obrigados a preservar em seu poder, para futuro exame, arquivos requisitados pela Justiça, assim como encaminhar às autoridades judiciais quaisquer denúncias de crimes que lhes forem feitas. Os registros de acesso, para que se possa saber o horário e a partir de qual endereço uma pessoa acessou a internet, também deverão ser mantidos por três anos.

Mauricio Prado, da WRA Gestão em Tecnologia da Informação, é escolhido para receber o prêmio Jovem Empreendedor

Tuesday, July 8th, 2008

Em votação ocorrida nesta sexta-feira (dia 4), na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), o empresário Mauricio Real Prado, proprietário da WRA Gestão em Tecnologia da Informação, foi escolhido para receber o Prêmio Jovem Empreendedor 2008, concedido pelo Conselho do Jovem Empresário (Copejem). A entrega da premiação será no dia 17 de outubro, no AlphaVille Maringá Clube.

O nome do empresário Mauricio Prado foi o mais votado entre três indicados pelas seguintes entidades de Maringá: Copejem, Rural Jovem, Rotaract, Adecom-UEM, Cesumar Empresarial, Fiep e Sivamar. A comissão julgadora foi composta por representantes de onze entidades: Conselho de Administração da ACIM, Conselho Superior da ACIM, Copejem, ACIM Mulher, Adecom-UEM, Cesumar Empresarial, Fiep, Rural Jovem, Rotaract, Sindicato dos Jornalistas e Sivamar.

Mauricio Real Prado tem 33 anos e, além de empresário, é membro do Rotary Clube Maringá-Leste, sendo responsável pela comissão de Prestação de Serviços da entidade. Começou sua carreira como professor do então Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet), atual Universidade Tecnológica do Paraná, onde foi coordenador do curso de Informática.

No Cesumar foi professor de diversos cursos de graduação, além de coordenador e professor do curso de pós-graduação em Redes de Computadores. Também respondeu, por quatro anos, pela equipe de Tecnologia da Informação da instituição. Em 2004, deixou a vida acadêmica para fundar o próprio negócio, a WRA Gestão em Tecnologia da Informação, que atualmente atende 180 clientes.

Nos últimos quatro meses, a empresa teve um crescimento de 300% e foi reconhecida pela Microsoft como “Especialista em Pequenas Empresas”, única do interior do estado a alcançar esta titulação na área de gestão de tecnologia da informação. A WRA é a primeira empresa do interior do Paraná que se tornou apta a comercializar contratos de grande porte (mais de mil computadores) e contratos educacionais (escolas e universidades).

 

Fonte: Assessoria de Imprensa ACIM - Textual Comunicação

Aprovadas penas mais rígidas para crimes na internet

Tuesday, July 8th, 2008

Em breve, o país poderá ter uma nova lei destinada a combater, com rigor, crimes praticados por meio da internet
11 Jun 2008| FONTE - TI Inside

Em breve, o país poderá ter uma nova lei destinada a combater, com rigor, crimes praticados por meio da internet, que vão desde o chamado estelionato eletrônico até o acesso a rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado sem autorização do legítimo titular, quando exigida – caso que poderá levar à pena de um a três anos de reclusão.

Nesta terça-feira (10/6), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a três projetos de lei que tramitam em conjunto e 23 emendas apresentadas pelo relator da matéria, senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O substitutivo de Azeredo foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte em junho de 2006, acolhendo parte do projeto do deputado Luiz Piauhylino (PLC 89/03), bem como das propostas que tramitam em conjunto com essa matéria: os projetos de lei 76/00, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e 137/00, do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Com o objetivo de regulamentar o uso da internet e combater os abusos na rede mundial, as proposições já foram analisadas também pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Entre as emendas apresentadas por Mercadante, está a que obriga o provedor de acesso a rede mundial a manter, pelo prazo de três anos, os dados de endereçamento eletrônico da origem, hora e data, para fins de possível futura investigação, mediante prévia requisição judicial.

Outra emenda é a que combate a pedofilia pela internet. A proposta também passa a punir o receptador que divulgar fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças ou adolescentes. O substitutivo punia apenas quem produzisse, divulgasse ou vendesse o material pornográfico.

As emendas aprovadas também visam a penalizar quem divulgar ou utilizar indevidamente informações e dados pessoais; atentar contra a segurança de serviço de utilidade pública; falsificar dados eletrônicos ou documentos públicos e enviar spams que venham a danificar equipamentos de terceiros, entre outras condutas. Neste último caso, a pena é mais dura: reclusão de dois a cinco anos, mais multa.

Senadores presentes à reunião enalteceram tanto o substitutivo de Azeredo quanto as emendas apresentadas por Mercadante. Todos afirmaram que a proposta – que já tem o aval do Ministério da Justiça – será um forte instrumento no combate a crimes cibernéticos.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, posteriormente, será incluída na ordem do dia para ser votada pelo plenário do Senado.