Archive for November, 2007

Google ajuda a descobrir senhas de blogs

Saturday, November 24th, 2007
Quinta-feira, 22 de novembro de 2007 - 11h36

Steven J. Murdoch, do departamento de segurança da universidade inglesa, publicou em seu blog os passos que seguiu para descobrir as informações pessoais de um cracker que invadiu seu site.

Fazendo um trabalho de análise forense da invasão, Murdoch não conseguiu encontrar os dados do cracker usando scripts em Python ou ferramentas de teste de senhas via dicionários.

Mas, quando tentou o Google, o especialista descobriu que serviço de publicação de blogs Wordpress é vulnerável a pesquisas específicas.

O site armazena dados como hashes MD5, que podem conter senhas, de uma maneira visível ao buscador.

Bastaria informar um trecho do algoritmo para encontrar dados relacionados ao usuário e suas senhas.

Juliano Barreto

Um em cada seis PCs no mundo estão infectados

Tuesday, November 20th, 2007

Segundo estudo mundial realizado pela empresa de segurança britânica TI Prevx, um de cada seis computadores do mundo está infectado de spyware ou outros tipos de malware.

A porcentagem na Espanha, de acordo com outra investigação realizada pela Panda Software, essa quantia é ainda maior, alcançando um terço dos quase 5 milhões de equipamentos em uso no país.

Os dados da pesquisa de baseiam em uma análise de 300 mil PCs, dos quais, 15,6% tinham instalado ao menos um spyware ativo ou outros programas de malware.

Além disso, de acordo com a Prevx, estes programas que incluem sistemas para o registro de pulsações de teclado, software desenhado para o roubo de informações e falsos antispyware emergem a ritmos de entre 5 mil e 10 mil novas incidências diárias.

Dos 300 mil PCs tomados como mostra, aqueles que não contavam com nenhum software de segurança instalado tinham níveis de infecção 60% superiores dos equipamentos protegidos mediante alguma classe de antivírus, anti-malware ou outros programas de segurança.

A Prevx adverte que os principais fornecedores de sistemas de segurança não está sendo capaz de seguir o ritmo marcado pelos criadores de malware. Durante os últimos três meses, a capacidade do software de segurança da Microsoft, Symantec e Trend Micro para detectar spyware e malware da nova criação foi de entre 10% e 50%, segundo a companhia.

Especializada no desenvolvimento de software para a análise de PC em busca de malware e spyware, a Prevx oferece seu software em forma de descarga gratuita e adverte sobre a necessidade de que os usuários modifiquem seus hábitos de navegação.

Internet via celular

Tuesday, November 20th, 2007

O gateway NetAir 209r, da Parks, usa a rede celular para conectar os micros à internet. Pode resolver o problema de lojas e postos de gasolina em lugares onde não há rede cabeada. O aparelho funcionou bem no INFOLAB e mostrou-se fácil de confi gurar. Mas a velocidade média, medida com uma conta da TIM, foi de apenas 34 Kbps. Um modem V.90 permite a conexão também por linha discada. Seria interessante haver mais portas Ethernet para a rede local.

> GPRS/EDGE QUADRIBANDA

> MODEM V.90

> 1 PORTA LAN 10/100 MBPS

> FIREWALL

> 1 399 REAIS

Pesquisador encontra 500 mil bancos de dados abertos na rede

Tuesday, November 20th, 2007

 

Especialista descobre quase 500 mil servidores Oracle e SQL abertos para a internet.

O pesquisador, David Litchfield, é um dos fundadores da NGSSoftware, empresa especializada em segurança. O que ele fez? Rodou um escaneador de portas contra 1,16 milhão de endereços IP e localizou um número incrível de bancos de dados escancarados na internet: 368 mil servidores SQL Server e 124 mil servidores Oracle.

No total, diz Litchfield, são 492 mil bancos de dados sem a proteção de um firewall. Mas as fragilidades não ficavam só nisso.  Entre os servidores SQL Server, 4% estavam completamente desatualizados, sem a aplicação correções ou Service Packs já publicados. Entre os bancos de dados Oracle, 13 rodavam versões já caducas ? ou seja, que não recebem mais atualizações nem suporte.

Cauteloso, Litchfield diz que não é possível saber onde essas instalações estão rodando e para quais finalidades.  Portanto, não se sabe quantas delas servem a atividades comerciais. Qualquer que seja o caso, a existência desses servidores escancarados constitui um óbvio perigo, não só para seus donos mas também para outras máquinas na internet.

Entre os servidores não atualizados, muitos estavam vulneráveis a vermes e cavalos-de-tróia conhecidos, que podem usá-los como plataforma para se propagar na rede.
Postado por - Carlos Machado

MS promete alcançar Google em 5 anos

Tuesday, November 20th, 2007
Sexta-feira, 16 de novembro de 2007 - 10h44

A afirmação foi feita pelo presidente da divisão de serviços da Microsoft, Kevin Johnson, durante conferência com investidores do banco UBS.

Segundo Johnson, a Microsoft tem planos concretos para aumentar sua participação no mercado de anúncios online nos próximos anos e fazer frente a competidores como Yahoo! e Gooogle. Na avaliação de Johnson, só este ano a publicidade online vai movimentar US$ 40 bilhões no mundo.

?Se você olhar para o futuro verá que a Microsoft tem dinheiro para investir, possui tecnologia, parceria e competência para crescer neste mercado e fazer frente a qualquer outro competidor. Nosso plano é disputar a liderança deste setor num prazo entre 3 e 5 ano?, afirmou Jonhson aos analistas de mercado.

Durante sua argumentação, Jonhson falou que a recente aquisição da companhia de publicidade online Aquantive por US$ 6 bilhões ? comprada em agosto pela Microsoft ? demonstra o comprometimento da empresa em crescer neste segmento.

Para aumentar sua participação no bolo de anúncios online, a Microsoft aposta em levantar a audiência de seu portal MSN.com no mundo e do conjunto de serviços online Windows Live.

?Queremos ser uma referência em buscas na internet e aumentar o número de page views, usuários únicos e tempo gasto online pelos internautas de forma agressiva já nos próximos meses?, afirmou Johnson.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Por favor, não roubem seus colaboradores

Thursday, November 15th, 2007

Muito provavelmente, os leitores deste artigo devem considerar o título extremamente agressivo, inclusive deselegante. Proponho que tenhamos muita calma e atenção sobre este assunto, pois, para mim, realmente, existem muitos “ladrões” nas organizações, não do dinheiro das empresas, mas sim das pessoas que com eles trabalham. A argumentação que tenho sobre essa afirmativa foi baseada no livro “O Caçador de Pipas”, de Khaled Hosseini, que tive o enorme prazer de ler e reler. Permito-me dizer que o livro me foi emprestado pela minha ex-sogra, acompanhado do seguinte bilhete: “Este livro é bom demais para ficar na prateleira”.

Principalmente em razão do bilhete, me encorajei em não deixar “engavetado na prateleira da minha cabeça” as conexões que consegui fazer durante a leitura desse livro com a realidade das organizações e nas atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam de líderes de pessoas, apenas em função do cargo que exercem. De todos os prazeres e sensações agradáveis e muitas vezes tristes, que a leitura desse livro me proporcionou, o trecho mais marcante e significativo foi o seguinte: “Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo”.

Ele justifica essa afirmação, dizendo:

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Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser “verdade”, você está “roubando” o direito dele saber o que você sente a seu respeito;
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Quando você mata alguém, você está “roubando” o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou;
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Quando você “maltrata” alguém, você está “roubando” o direito dessa pessoa de ser feliz;
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Quando você mente para alguém, você está “roubando” o direito dela conhecer a verdade.

Como decorrência dessas assertivas, imediatamente surgiram em minha mente os inúmeros “roubos” praticados nas organizações. Relaciono alguns deles para que os leitores possam examinar se, em sua empresa, eles são praticados:

*
Quando você chega atrasado em uma reunião, você está “roubando” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada;
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Quando você quer, ou impõe, que seus “colaboradores” (não podemos mais falar subordinados, é um termo ofensivo, dizem alguns) fiquem trabalhando rotineiramente após as 8 horas diárias, você está “roubando” o direito ao lazer, ao estudo, além do prazer que todos nós temos em desfrutar da companhia da esposa, filhos e dos amigos do coração;
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Quando você pede urgência na execução de determinada tarefa e, depois, não dá a menor importância, você está “roubando” o seu colaborador;
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Quando você pensa que alguns de seus subordinados não estão correspondendo às suas expectativas, e nada diz, você está “roubando” a vida profissional deles;
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Quando você fala a respeito das pessoas e não com as pessoas, você está “roubando” a oportunidade deles saberem a opinião que você tem a respeito deles;
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Quando você não reconhece os aspectos positivos que todas as pessoas têm, você está “roubando” a alegria e a satisfação que todos nós precisamos por nos sentir valorizados e úteis;
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Quando você não é explícito, claro e específico na definição dos objetivos de seus colaboradores, você está “roubando” o direito dessas pessoas de saberem o que devem e precisam fazer.

Além de “roubar”, você está sendo o principal gerador de um ambiente de trabalho desmotivador e desinteressante. Tenho hoje a convicção (não a verdade) de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer no exercício de cargos de liderança: não dizer, de forma explícita, clara e descritiva, como percebe e sente os desempenhos e os comportamentos das pessoas com quem trabalha. Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e consideração com todas as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis. O grande desafio está no agir, no fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não valemos pel o que pensamos, mas sim pelo que realmente fazemos.

Tenho constatado, como base no mundo real, que a grande maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convive. A racionalização por não dizer nada é baseada no argumento de que “afinal, ninguém é perfeito” e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações. Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.

Tomo a liberdade de recorrer a um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista VIDA SIMPLES, do mês de julho/07. Ele é enfático ao afirmar que feedback é uma questão de respeito e consideração para com a outra pessoa. Chego a conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos. Dar e receber feedback são questões básicas e essenciais para a existência de uma relação saudável, duradoura e, principalmente, respeitosa.

Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção tendem a crescer. Se olharmos, tão somente os aspectos negativos de alguém, esses tendem a crescer aos nossos olhos. O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe a grande possibilidade delas também crescerem. Em síntese: sugiro que você faça um exame de consciência profundo nas diversas relações que você mantém. Se pergunte com bastante freqüência: Será que eu estou “roubando” de alguém algumas informações ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal e profissional?

Fonte: João Alfredo Biscaia - Comunidade Orientador Sebrae

Segurança na transação

Thursday, November 15th, 2007

Depois que o consumidor brasileiro perdeu o “medo” de comprar na internet, os pequenos varejistas também estão deixando o receio de lado e investindo em soluções práticas para atuar no comércio eletrônico sem o risco de fraudes. Para cerca de 8 milhões de brasileiros, fazer compras na internet é um bom negócio. Os números do comércio eletrônico no país mostram consumidores que deixaram para trás o receio e aproveitam a praticidade das vendas pela rede. As fraudes nas transações, que assombravam os varejistas e geravam prejuízos, hoje estão próximas da extinção, combatidas pela tecnologia de certificação de dados. Utilizando essas ferramentas e tomando precauções semelhantes às de costume no varejo tradicional, a web pode ser uma fonte de lucros prática e segura. Mesmo inserido num ambiente novo, o comércio eletrônico nada mais é do que uma outra maneira de comprar e vender. Para não ter problemas, cabe ao varejista conhecer os métodos usados nas fraudes e adotar algumas medidas para impedi-los.

De acordo com Igor Rocha, coordenador do Movimento Internet Segura (MIS) da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), a melhor alternativa para quem não possui tecnologia própria e pretende garantir a integridade dos dados nas transações virtuais é buscar o auxílio de empresas especializadas. “O varejista pode procurar empresas especializadas em hospedagem e segurança, que simplificam o trabalho dos pequenos e médios com uma infra-estrutura sofisticada e de custo acessível”, afirma. Segundo Rocha, o fato de estar mais próximo do cliente contribui para que o pequeno lojista possa se prevenir contra golpes, pois em um número reduzido de transações fica mais fácil perceber uma operação “fora do comum”.

Comprar utilizando cartões de crédito extraviados é um dos golpes mais freqüentes no comércio eletrônico. Outro é através do “phishing” - programas usados para invadir computadores alheios e coletar dados, que são posteriormente utilizados em transações. “Atualmente as tentativas de fraudes acontecem em cerca de 3% das transações na internet”, revela o gerente de pós-vendas da Cia Shop, Osni Feiges. A empresa especializada em soluções e hospedagem para comércio eletrônico lança aproximadamente 20 novas lojas virtuais por mês. O varejista recebe o site pronto, e conta com um software que avalia o risco das transações em tempo real. Formando uma rede de informações entre os usuários, e também pesquisando na internet, o programa confere números de documentos, endereço do comprador e valor médio das últimas compras, estabelecendo um perfil. Por exemplo: se uma pessoa que costuma gastar em média R$ 50 está gastando R$ 500, é motivo para desconfiar. “Nosso objetivo é avaliar a veracidade dos dados fornecidos pelo usuário do cartão de crédito”, destaca Feiges.

Evitando fraudes

Para diminuir o risco de fraudes, o site de artigos de esporte e lazer Art Brazil dá descontos para outras modalidades de pagamento, com boleto bancário e transferências. Com esse incentivo, a opção cartão de crédito é escolhida apenas por metade dos clientes. O diretor Ivan Mudri diz que assim incrementa o capital de giro de sua empresa, que registra um tíquete de compra médio de R$ 220, e mantém um crescimento de 50% ao ano. Aliando o conhecimento em informática com a prática adquirida nas vendas, Mudri, que formulou o próprio site, usa a tecnologia para ter controle total na movimentação de mercadorias. “Desenvolvi um painel que me permite acompanhar os pedidos em tempo real, onde quer que esteja”, conta. Com apenas oito funcionários, a Art Brazil está há cinco anos no mercado e atende pedidos de todo o país e também dos Estados Unidos e Europa, mantendo um faturamento médio de R$ 50 mil por mês.

O site Arena DVD faz em média 200 mil vendas por mês. Nas compras com cartão de crédito, são registradas dez tentativas de fraude a cada 30 dias. O índice, que não chega a 1%, se mantém baixo graças ao rigor com que as informações são checadas em todas as transações. “Hoje, por exemplo, desconfiei de um cliente que me comprou R$ 800. Não é uma compra normal, várias informações que ele forneceu não conferiam”, comenta Pedro Carvalho, gerente financeiro da Visocopy, empresa detentora da marca Arena DVD. Quando suspeita de golpe, ele procede de acordo com o contrato com as operadoras de cartões, que recomenda que a compra deve ser autorizada mediante a assinatura do titular. O comprovante é enviado por fax ou e-mail ao cliente, que deve remetê-lo novamente à empresa, assinado.

Mesmo sendo um procedimento que muitas vezes não agrada o con sumidor, Pedro justifica que só assim fica a salvo de prejuízos. “Com cartão de crédito a segurança para quem compra é total, em qualquer momento ele pode cancelar o pedido. O único que tem a perder na transação é o lojista”, diz. Boa parte dos varejistas se queixa de que a indústria de cartões de crédito não faz tudo o que poderia para prevenir os danos causados pelas fraudes. “Em algumas situações, como um cartão roubado na web, as operadoras teriam como rastrear no momento da venda e me alertar. Eles têm tecnologia para isso. Se eu tenho prejuízo recebo apenas uma carta dizendo: o problema é seu”, dispara o diretor da Art Brazil.

A dificuldade em monitorar as operações leva o lojista a tomar precauções que podem gerar desconforto aos clientes, como no exemplo da Arena DVD. “Os clientes reclamam, e dizem que compram pela internet justamente para se livrar de contratempos”, diz o gerente financeiro Pedro Carvalho.

Plástico em ascensão

No último ano, o comércio eletrônico movimentou R$ 4,4 bilhões no Brasil. Desse total, R$ 3,2 bilhões foram pagos com cartão de crédito, que estiveram presentes como meio de pagamento em 68% das vendas on-line em 2006, segundo a empresa de pesquisa e marketing on-line e-bit. Endossadas por esta participação, as bandeiras de cartão criaram um padrão para garantir a segurança das transações financeiras, o PCI-DSS (Payment Card Industry - Data Security Standard). O modelo considera fatores para a proteção da rede formada entre a loja, o consumidor e as operadoras. “O PCI tem 12 exigências de segurança que todos os envolvidos com cartões devem seguir. O processo de compra permanece o mesmo, porém o padrão garante as informações desde a digitação no site até o envio às operadoras”, explica o especialista em controle de risco da VisaNet, Willian Caprino.

Entre outros itens, o PCI recomenda não armazenar dados dos clientes após a transação, além de instalar controles para proteção de informações com senhas e encriptação de dados. Longe da discussão entre varejistas e operadoras sobre o padrão nas vendas on-line, novos consumidores estão descobrindo as ofertas da web. Em 2008, o Brasil deve atingir a marca dos 10 milhões de clientes no varejo virtual. “Ainda há quem não compre na internet por insegurança. Porém, temos um universo de pessoas que fizeram boas compras e agora fazem esse marketing positivo do canal”, constata o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti.

Uma pesquisa do instituto Ibope/Net Ratings publicada em junho revelou que 33 milhões de pessoas têm acesso à web no País. Considerando esses dados, os consumidores de lojas on-line em breve devem representar um grupo de 30% entre os brasileiros que trafegam pela rede. Na medida em que a internet vai se tornando familiar no dia-a-dia dos consumidores, o conhecimento sobre a rede desmistifica o que resta de dúvida sobre o comércio eletrônico. “As pessoas não compram sem ter confiança no vendedor. O que se vê em desenvolvimento é uma “cultura de segurança digital”, ou seja, a incorporação das práticas tradicionais no âmbito digital”, analisa Igor Rocha, do MIS. Descobrindo uma nova maneira de comprar, os internautas desfrutam cada vez mais dos produtos exclusivos e os bons preços da web, movimentando um mercado que tão cedo não vai parar de crescer.

12 regras para garantir a segurança nas transações com cartão de crédito

1 - Instale e mantenha uma configuração de firewall para proteger os dados do portador de cartão;

2 - Não use as senhas padrões de sistema e outros parâmetros de segurança fornecidos pelos prestadores de serviços;

3 - Proteja os dados armazenados do portador de cartão;

4 - Codifique a transmissão dos dados do portador de cartão que transitam nas redes públicas abertas;

5 - Use e atualize regularmente o software antivírus;

6 - Desenvolva e mantenha seguros os sistemas e aplicativos;

7 - Restrinja o acesso aos dados do portador de cartão apenas àqueles que necessitem conhecê-los para a execução dos trabalhos;

8 - Atribua um ID único para cada pessoa que possua acesso ao computador;

9 - Restrinja ao máximo o acesso físico aos dados do portador de cartão;

10 - Acompanhe e monitore todo o acesso aos recursos da rede e dados do portador de cartão;

11 - Teste regularmente os sistemas e processos de segurança;

12 - Mantenha uma política que atenda a segurança da informação.

Fonte: Empreen dedor - Marco Britto
VisaNet Brasil

Inovar ou morrer de tanto trabalhar!

Thursday, November 15th, 2007

Mas como ser inovador se trabalhamos de 12 a 14 horas por dia, suportando o estresse da pressão por resultados e mudanças contínuas de referenciais? Palavra de ordem no mundo empresarial contemporâneo, a inovação em produtos, processos e modelos de negócio vem sendo discutida e cobiçada por organizações de todo o mundo, e o Brasil não é exceção. De acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE, 33% das empresas do país investem em inovação tecnológica, e esse percentual só tende a aumentar nos próximos anos.

Queda na prioridade e na satisfação com os resultados de inovação

Aos poucos, porém, as empresas estão descobrindo que a realidade é muito mais dura que a imagem apregoada principalmente pela mídia. Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group nos Estados Unidos apontou uma queda de 28% no número de empresas que apontam a inovação como uma prioridade em seus investimentos. Já o índice de satisfação com os resultados obtidos com os esforços de inovação caiu 12% em relação aos números do ano passado. Uma das causas dessa queda nas expectativas é a constatação de que inovação não gera resultados imediatos. Este é um processo sistemático, no qual toda empresa investe de alguma forma, e seus resultados aparecem no médio e longo prazo. É um processo que depende não só de tecnologia, metodologia, pesquisa e desenvolvimento, mas também de uma cultura organizacional que propicie o seu desenvolvimento.

Nova tendência: mobilizar mais pessoas na empresa

Por outro lado, empresas, estrategistas e especialistas têm proclamado “inovar ou morrer”, porém com outra intenção. Parece que esta é uma necessidade de mobilizar mais pessoas, se possível todas, na produção de idéias que se tornem viáveis na prática. Não se trata simplesmente de um grande e permanente brainstorming, mas sim de conscientizar pessoas de que podem e devem ajudar a olhar a empresa, seus processos e produtos, com olhos criativos e livres. Realizar “sinapses livres”, dizem os especialistas em criatividade, mas que possam produzir idéias factíveis. É muito mais uma postura, uma prontidão para criar e ajudar a empresa a se desenvolver, do que simplesmente liberar a imaginação criativa das pessoas. Passa-se, portanto, do campo da tecnologia para o da utilização do potencial humano no trabalho

Entraves para a mobilização dos funcionários

No entanto, as condições para que a inovação se desenvolva nem sempre são dadas. Para proporcionar um ambiente de sinapses livres, as empresas precisam investir nas pessoas e nas suas relações internas, quer dizer, propiciar um clima aberto onde todos possam contribuir com criatividade e comprometimento com os resultados.

Há pouco tempo atrás empresas empenharam-se muito na gestão participativa com o mesmo intuito e as dificuldades foram também praticamente as mesmas: vencer as travas hierárquicas, os estilos de liderança autocráticos, a liberação de reconhecimento justo aos olhos de quem fazia esforço para participar.

Agora estamos em outros tempos, porém parece que o problema se repete: como criar as condições favoráveis ao aparecimento de boas idéias? Ou ainda mais, como fazer aparecer uma postura e uma consciência para a inovação?

Vista deste ângulo, das pessoas, a questão da inovação fica mais complexa. Por exemplo, como ser criativo diante das condições de trabalho contemporâneas das grandes empresas, como, por exemplo, jornada de 12 a 14 horas por dia, estresse, pressão por resultados, contenção drástica de custos, mudanças contínuas de referenciais, entre outras. Parece que o problema está colocado. Pessoas produzem idéias criativas e inovadoras sim, porém em certas condições mínimas e favoráveis. Certamente não produzem idéias diferenciadas sob pressão ou por uma causa pouco compreendida ou pouco legítima.

Idéias não surgem do nada ou “brotam da terra”

Neste sentido, o endereçamento das soluções para esta questão bate à porta de dois atores organizacionais conhecidos e parceiros: gestores e a área de Recursos Humanos. Os primeiros desempenham um duplo papel nesta questão. Por um lado também são agentes inovadores, devem e podem colocar suas competências a favor desta causa. Por outro, comandam um exército de potencial criador e inovador, que depende do seu reconhecimento e incentivo. Atuam, neste caso, como facilitadores e descobridores de talentos, podem fazer a diferença para a empresa se empregarem esforços neste sentido.

Pelo lado de RH, esta área desempenha um papel estratégico para apoiar a empresa e gestores no desenvolvimento da competência e da consciência para a inovação. Incentivando um ambiente de trabalho mais favorável à manifestação humana, a área de RH ajuda a criar condições para o aparecimento da inovação e para que as idéias e sugestões fluam com liberdade. Tornar as relações humanas mais transparentes, zelar pelo convívio sadio entre profissionais, desobstruir canais de comunicação, orientar e capacitar gestores são algumas das práticas que já fazem parte do cotidiano e do portfólio de RH.

Para além destas práticas mais conhecidas, o RH pode, por exemplo, desenvolver ferramentas mais sofisticadas que apóiem gestores na identificação de profissionais com potencial inovador. Esta parece ser a única alternativa da inovação para as empresas, empenhar e mobilizar o potencial humano nesta direção.

Fonte: Empreendedor - Luis Felipe Cortoni

Gartner aponta aumento no prejuízo com vazamento de informações

Tuesday, November 13th, 2007


O valor perdido pelas empresas que sofrem vazamento de dados críticos está aumentando ano a ano. De acordo com John Pescatore, vice-presidente de pesquisas do Gartner, o maior risco que as organizações sofrem são os ataques focados (targeted attacks) que criam pragas para roubar informações específicas de determinada empresa. Ele acrescenta: “crimes como phishing e roubo de identidades estão causando alta nos ataques com ‘credenciais’, nos quais o cracker invade usando credenciais legítimas de um usuário”.

Até 2009, defende o analista, os prejuízos com perda de dados vão crescer cerca de 20% ao ano. “É cada vez mais comum os ataques em que alguém de fora está dentro da rede de comunicações. Ser capaz de bloquear isso é muito importante para evitar roubo de dados”, alerta Pescatore.

O instituto afirma que é importante garantir que as estratégias de segurança reduzam o custo de ligar com ataques massivos, para que os recursos sejam dedicados para a nova onda de ataques. O Gartner afirma que o gasto médio em segurança está em 5% do orçamento de TI, enquanto são dedicados 7% em recuperação de desastres.

Ao destacar que os investimentos em prevenção de intrusos, gestão de vulnerabilidades e gestão de acesso à rede (NAC) se pagaram, o executivo ressalta que há pouca ou nenhuma correlação entre as organizações que gastam mais em segurança e as que estão mais protegidas.

Ataque ‘café com leite’ rouba dados de PCs conectados por WI-FI

Tuesday, November 13th, 2007

Mesmo com uma conexão sem fio segura, hackers podem acessar seu sistema no tempo equivalente a tomar um cafezinho, como será demonstrado pelo pesquisador Vivek Ramachandran, durante a conferência de segurança Toorcon, em San Diego (EUA).

Durante sua apresentação na Toorcon, que acontecerá entre os dias 19 e 21 de outubro, Vivek demonstrará a técnica que utiliza o Wired Equivalent Privacy (WEP), sistema de codificação, para entrar em redes seguras.

Desenvolvido nos anos 90, o WEP passou a ser o método tradicional para segurança em redes Wi-Fi, mas pelos seus problemas foi substituído pelo Wi-Fi Protected Access (WPA). O problema é que 41% das empresas ainda utilizam o WEP, o número é maior ainda nos usuários domésticos, afirmam especialistas.

O WEP foi culpado pelo perda de dados da TJX, onde informações de crédito de 45 milhões de pessoas foram acessadas.

A técnica de Vivek, apelidada de Café com Leite, permite que o hacker anule a proteção de firewall da vítima, possibilitando um ataque “man-in-the-middle”. Nesses ataques o hacker se coloca entre a comunicação de um usuário e um site, interceptando os dados. “Até o momento acreditava-se que para driblar o WEP, o criminoso deveria aparecer no estacionamento”, afirma Vivek. “Com a descoberta do nosso ataque, qualquer funcionário de uma empresa é o alvo”.

O método Café com Leite explora falhas na arquitetura do WEP. O hacker programa um laptop para atuar como uma rede wireless maliciosa, estabelecida em um cibercafé ou aeroporto. O laptop começa a se comunicar com outros computadores no alcance, descobrindo os nomes dos roteadores WEP a que esses computadores estão programados para se conectar.

O hacker precisa ainda receber grandes quantidades de informação dos computadores alvo, a fim de descobrir a chave de decodificação do WEP. Para isso ele se utiliza do Address Resolution Protocol (ARP), que não permite que dois usuários possuam o mesmo Internet Protocol (IP). Quando um usuário se conecta a uma LAN, o ARP anuncia o endereço IP que será usado para que outro computador não o utilize. Essas notificações são ignoradas pelo computador da vítima, a não ser que ele compartilhe esse endereço.

Quando o hacker tenta acessar a rede com o IP da vítima, o PC alvo envia uma notificação para o computador do atacante, que envia outra em resposta. Essa troca repetida de informações possibilitará que o hacker descubra a chave de codificação do WEP.

Com a chave o hacker pode decodificar as informações e ter acesso aos dados da vítima. O ataque dura aproximadamente 30 minutos.