Archive for September, 2007

SAP exibe software online para empresas

Monday, September 24th, 2007
Quarta-feira, 19 de setembro de 2007 - 15h45

O produto terá preço de 149 dólares por ano por usuário, como parte central da estratégia para acelerar o crescimento das vendas da empresa.

O presidente-executivo da companhia, Henning Kagermann, coloca a linha de programas para médias empresas como parte de uma empreitada para aumentar a atual base de 42 mil clientes da empresa para 100 mil até 2010.

“É o anúncio mais importante que já fiz em minha carreira”, disse Kagermann, que trabalha na SAP há 25 anos.

Uma outra versão do produto custa 54 dólares por mês para até 5 usuários.

A SAP é a maior fabricante mundial de softwares de gerenciamento corporativo –programas que lidam com tarefas com contabilização de folha de pagamento, controle de inventário e operação de call centers. A empresa disse que espera investir entre 418 milhões e 697 milhões de dólares no projeto até o fim de 2008.

A SAP compete nesse setor com Oracle, Microsoft, Salesforce.com e NetSuite.

A Salesforce e a NetSuite oferecem seus serviços via Web, possibilitando a capacidade de uso dos programas sem necessidade de instalar qualquer um deles no computador.

As rivais têm crescido mais rápido do que a SAP, Oracle e Microsoft, cujos produtos geralmente devem ser instalados nos computadores dos próprios clientes.

“Não queremos seguir o velho modelo de negócios”, disse Kagermann.

Por Georgina Prodhan, da Reuters

Consumo de energia explode em data centers

Monday, September 24th, 2007
Quarta-feira, 19 de setembro de 2007 - 16h46

Ao longo desta semana, fabricantes de hardware, software e empresas de storage de todo o mundo se reuniram no Texas para participar do Data Center World, que discutiu tendências deste segmento.

Segundo o vice-presidente da Alog, Marcos Moares, que participou do evento, o tema energia foi um dos mais recorrentes no evento. ?Há um consenso de que o consumo de energia está crescendo de forma acelerada nas centrais de dados, com impactos ambientais preocupantes?, diz Moares.

Para o executivo, as alternativas apresentadas no evento se limitaram a discutir formas de aumentar a eficiência no consumo de energia. ?A agência ambiental americana propôs, inclusive, punir data centers que não apresentarem taxas de eficiência no consumo elevadas?, disse. A taxa de eficiência é medida pela relação entre energia consumida por quantidade de dados processados.

No evento, a Gartner apresentou estudo apontando para o crescimento do uso de virtualização em data centers. Embora muitos servidores operem perto do limite de sua capacidade de processamento em horário de pico, na média eles usam entre 10% e 18% de sua capacidade computacional.

Segundo a Gartner, com o uso de virtualização, os servidores podem reunir aplicações de Windows, Unix e Linux em uma só máquina e gerenciar melhor a capacidade de processamento dos computadores.

Na análise da Gartner, o uso da virtualização deve consolidar-se como tendência em data centers e elevar o percentual de uso computacional das máquinas para índices entre 40% e 60%.

Segundo Moraes, outra tendência apontada no evento foi o uso de blade servers em data centers. Os blade servers permitem colocar mais CPUs num único rack de computadores e diminuir a necessidade de espaço físico para armazenar a mesta quantidade de dados.

A tendência, no entanto, contribui para elevar o consumo de energia por metro quadrado em data centers e, consequentemente, também demanda novas técnicas de refrigeração do espaço, já que há mais máquinas em operação por metro quadrado com o uso de blade servers.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Mozilla quer dar novo gás aos e-mails

Wednesday, September 19th, 2007
Terça-feira, 18 de setembro de 2007 - 11h01

O programa Thunderbird será o protagonista da nova iniciativa, que está recrutando desenvolvedores voluntários para ajudar a melhorar a experiência dos usuários no envio e recebimento de mensagens.

Apesar do apoio da Fundação Mozilla, a empresa que tomará conta do Thunderbird é independente.

O comando das operações será feito por David Ascher, que participa da fundação desde o começo desta década e tem renome graças a sua atuação como diretor da Python Software Foundation.

Juliano Barreto, da INFO

Rumo ao computador quântico

Wednesday, September 19th, 2007
Terça-feira, 18 de setembro de 2007 - 15h40

O poder dos supercomputadores atuais estará nos smartphones de amanhã. Tem sido assim desde 1965, quando Gordon Moore enunciou sua famosa lei sobre a evolução dos chips. E quando se trata de poder computacional, quanto mais, melhor, é claro. Há uma série de aplicações que, embora sejam possíveis na teoria, esbarram na falta de máquinas mais potentes. Três exemplos são tradução simultânea de fala, reconhecimento de face e direção automática de veículos. Essas tecnologias poderão trazer um enorme impacto no dia-a-dia das pessoas. Veja, a seguir, um mapa do que vem por aí, do processador com oito núcleos ao computador quântico.

BARCELONA

Como é fácil perceber, arquiteturas multinucleares são a bola da vez. Se, no passado, a corrida entre os fabricantes era para ver quem tinha mais MHz, agora é para ter mais núcleos. Neste mês, a AMD deve lançar seu processador x86 com quatro núcleos num chip, de codinome Barcelona. Pertencente à linha Opteron, o Barcelona é dirigido aos servidores. Mais adiante, a AMD deve oferecer o Phenon, seu equivalente para micros. A empresa diz que esses chips terão desempenho superior ao dos quad-core da Intel, que empregam dois chips (com dois núcleos cada um) num mesmo encapsulamento. É uma afirmação a ser conferida quando o Barcelona estiver disponível. A Intel, por sua vez, deve iniciar, em 2008, a fabricação de processadores com oito núcleos para servidores. Além disso, ela pretende redesenhar a arquitetura dos seus chips, pondo o controlador de memória e o processador gráfico no processador. Hoje, esses dispositivos ficam em chips auxiliares. A promessa é que essa mudança traga ganho de velocidade, economia de energia e redução de custos. Na arquitetura da AMD, o controlador de memória já fica no processador.

80 NÚCLEOS

No campo das aplicações especiais, o número de núcleos pode ser muito maior que nos processadores genéricos. O caso mais conhecido de chip multinúcleos é o do Cell. Usado no console de games PS3, da Sony, ele tem um núcleo principal e oito auxiliares. A demonstração de um processador experimental com 80 núcleos, feita pela Intel em fevereiro, dá uma idéia do que vem pela frente. Paul Otellini, CEO da empresa, diz que o plano é ter um modelo comercial em cinco anos. Esse chip deverá processar 1 trilhão de operações por segundo (1 teraflops), um desempenho de supercomputador.

Naturalmente, a Intel não está sozinha. A empresa Clear Speedy possui um chip de 96 núcleos, o CSX600, projetado por ela e fabricado pela IBM. Capaz de executar até 33 gigaflops, ele é usado em placas aceleradoras para aplicações financeiras e científicas. Há, no entanto, vários obstáculos ao uso mais amplo desses chips. Os programas comuns não rodam no processador de 80 núcleos da Intel, que não segue a arquitetura x86. O coprocessador da Clear Speedy também requer aplicativos específicos. Mesmo que alguém construísse um processador x86 com dezenas de núcleos, os programas atuais aproveitariam apenas alguns deles ? os demais ficariam ociosos. Por isso, o processador de 1 teraflops deve ficar, inicialmente, restrito a aplicações específicas.

BITS LUMINOSOS

Conforme o processador se torna mais veloz, suas conexões com a placa-mãe também tem de ser aceleradas. Os fabricantes planejam usar luz para isso. A Intel já demonstrou conexões ópticas entre chips com velocidades acima de 1 Gbps. Nesses chips, lasers semicondutores transmitem os dados por meio de um feixe de luz. A IBM, que tem pesquisas semelhantes, planeja iniciar em 2011 a produção de processadores para servidores com conexões ópticas. Uma possibilidade mais distante é um processador totalmente óptico. Um avanço nessa direção foi divulgado por um grupo da universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O grupo construiu um transistor óptico que pode ter seu estado alterado ? de ligado para desligado ou vice-versa ? por apenas um fóton. Outros circuitos ópticos exigem muitos fótons e, por isso, tem alto consumo de energia. Mas, entre construir um transistor e um processador com milhões deles, há uma grande diferença, é claro. Essa tecnologia ainda pode demorar décadas para virar realidade.

COMPUTADOR QUÂNTICO

De todas as vertentes de pesquisa em processadores, a mais intrigante é a que se baseia em fenômenos quânticos. O tema ganhou evidência em fevereiro, com a demonstração, feita pela empresa canadense D-Wave, do Orion, um coprocessador de 16 qubits (?bits? quânticos). O Orion trabalha conectado a um computador convencional, encarregando-se de tarefas específicas. É um protótipo de laboratório, mas a D-Wave pretende produzir máquinas comerciais em 2008. Essa intenção é vista com ceticismo por alguns especialistas, que acreditam que um computador quântico vai demorar anos até entrar em operação comercial. De qualquer modo, essa tecnologia não deve chegar aos computadores de uso geral num futuro visível. O Orion possui um núcleo de nióbio e alumínio em temperatura próxima do zero absoluto. Nessa situação, esses metais tornam-se supercondutores e exibem propriedades quânticas. O complexo sistema de refrigeração já torna inviável seu uso em muitas aplicações. Se máquinas assim se revelarem úteis, serão empregadas para resolver problemas como a fatoração de grandes números, que pode servir para quebrar proteções criptográficas.

SEIS MANEIRAS DE ACELERAR O PROCESSADOR

- Aumentar a freqüência de clock

- Colocar mais núcleos por chip

- Elevar o número de threads por núcleo

- Aumentar a memória cache

- Integrar o controlador de memória ao processador

- Usar conexões mais rápidas com a placa-mãe

Edição de agosto de INFO

Facebook oferece dinheiro por aplicativos

Wednesday, September 19th, 2007
Terça-feira, 18 de setembro de 2007 - 16h43

O criador da rede, Mark Zuckerberg, afirmou que os investidores do Facebook estão dispostos a pagar até US$ 250 mil para quem criar novos programas que possam funcionar dentro da rede ou de forma sincronizada com ela.

Soluções que forem consideradas inovadoras ou de grande impacto valerão prêmios em dinheiro.

Zuckerberg anunciou a formação de um fundo chamado de FBFund, destinado a incentivar e premiar grupos que desejem contribuir para o sucesso do Facebook.

Segundo Zuckerberg, desde que a rede estreou mais de 4 mil aplicativos foram desenvolvidos para melhorar o funcionamento da rede e ampliar seus recursos.

Zuckerberg disse ainda que considera fundamental aproveitar inovações da comunidade de programadores para levar o Facebook para a vanguarda das redes sociais.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

IBM oferecerá de graça programas alternativos ao Microsoft Office

Wednesday, September 19th, 2007

Pacote terá aplicativos semelhantes ao Word, ao Excel e ao Power Point e poderá ser obtido na internet

EXAME A briga entre as principais empresas de software do mundo deve esquentar nos próximos meses, com uma medida anunciada pela americana IBM. Para concorrer com os programas mais populares da compatriota Microsoft, a empresa oferecerá gratuitamente na internet um pacote de aplicativos semelhantes aos do Microsoft Office, com editor de texto próximo ao Word, um construtor de tabelas nos moldes do Excel e um programa para apresentações parecido com o Power Point, como informa a versão online desta terça-feira (18/09) do Wall Street Journal (WST).

Além de permitir download de graça, a IBM distribuirá o pacote, batizado de Symphony, a quem comprar a versão mais recente do software Notes, que a empresa vende hoje a 145 dólares por usuário, nos Estados Unidos.

Para elaborar o conjunto de programas, a companhia baseou-se nos avanços obtidos pelo Open Office, um projeto que reúne desenvolvedores de softwares interessados em criar alternativas gratuitas aos produtos da Microsoft e também serve de modelo para aplicativos desenvolvidos pela Sun Microsystems e pelo Google. Na semana passada, a IBM já havia anunciado que colaborará com a organização que coordena o projeto, a Open Office.org.

Segundo o WST, a jogada é uma forma de acelerar o interesse dos consumidores pelo Notes, que inclui e-mail e programa de mensagens instantâneas. O próprio chefe de software da IBM, Steve Mills, declarou ao jornal americano que “algo entregue de graça não será uma fonte de lucros em si”, mas pode ajudar a liberar verba dos clientes corporativos para a compra de outros softwares da companhia.

Ameaça à Microsoft?

Na disputa pela adesão dos clientes, o Symphony levará vantagem no preço, pois ficará disponível gratuitamente na rede mundial, enquanto a edição doméstica do Microsoft Office custa 120 dólares, nos sites americanos de venda de softwares.

De acordo com analistas ouvidos pelo WSJ, muitas empresas ? especialmente aquelas que não precisam contar com todos os recursos disponíveis nos programas da Microsoft - podem optar pelo software gratuito como forma de reduzir custos, diante da avaliação de que o recém-lançado Office 7.0, a nova versão do pacote da empresa de Bill Gates, pode trazer gastos muito altos para ser instalado num número grande de computadores.

No entanto, outros especialistas discordam da possibilidade de ameaça à Microsoft e citam o alcance da empresa como sinal de manutenção da sua estabilidade. Segundo a própria companhia, eles contam com 500 milhões de usuários de seus aplicativos, em todo o mundo, e venderam 71 milhões de licenças da nova versão do Office, no ano fiscal encerrado em 30 de junho.

Simplicidade deve sempre ser foco na web 2.0

Wednesday, September 19th, 2007
Segunda-feira, 17 de setembro de 2007 - 20h04

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Foi esse o consenso de especialistas em debate promovido hoje, em São Paulo, durante o seminário Web 2.0, promovido pela INFO.

Guilherme Coelho, sócio-diretor da ZeroUm Digital, tentou seguir essas premissas no desenvolvimento da suíte Aprex, que reúne uma série de recursos da web 2.0. “Estávamos fazendo o Aprex de um jeito em 2004, mas um ano depois jogamos tudo fora, pois surgiu o AJAX”, conta.

A nova tecnologia facilitava o uso de recursos providos por navegadores, como XML e JavaScript, possibilitando maior interatividade com o usuário. Mas para Marcelo Negrini, fundador da Zazambia, mais importante do que usar Ajax é ter o CSS como religião. “O CSS facilita tudo, pois coloca as coisas na página já na ordem certa”, afirma.

Além de usar esses recursos, o importante na nova web, de acordo com Marcelo, é garantir a compatibilidade das aplicações com os diferentes navegadores. “Essa é a maior vantagem de usar Flex ou Silverlight. É possível focar na aplicação sem se preocupar com a compatibilidade”, completa Rafael Martinelli, diretor da DClick.

Qual é a melhor alternativa? “O Silverlight e o Flex são muito parecidos em capacidade de desenvolvimento”, diz Marcelo. Para ele, os erros cometidos pelos programadores são os mesmos com os dois recursos e até as técnicas para controlar peso de página são parecidas.

Marco Aurélio Zanni, da INFO

Publicidade deve seguir linguagem blogueira

Wednesday, September 19th, 2007
Segunda-feira, 17 de setembro de 2007 - 19h56

O tema foi abordado durante o debate Os Blogs e a Sabedoria das Multidões, no seminário Web 2.0 no Brasil, promovido pela INFO.

Para Tabet, blogueiro profissional e criador do blog de humor Kibe Loco, o formato da propaganda precisa buscar formas que fujam do convencional, quase se mimetizando com o conteúdo produzido no blog.

Como exemplo, Tabet enumerou casos em que a sátira de um produto ou empresa acaba gerando um retorno para a marca. ?Se a Playboy fosse anunciar no Kibe Louco, teria que ser com uma peça como uma capa da revista estampando a senadora Heloisa Helena?, diz o humorista.

Tabet, que diz não acreditar em blogs corporativos, afirma que as empresas precisam acreditar na máxima do ?falem mal, mas falem de mim?.

Um ponto de vista comum entre Tabet e os demais participantes da mesa diz respeito a como lidar com a chamada ?ira da blogosfera?, fenômeno que acontece quando internautas e blogueiros passam a direcionar um grande volume de críticas (merecidas ou não) para um determinado tema.

Tabet, Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, Fernando Gonçalves, gerente de e-business da Johnson & Johnson, e Sérgio Augusto Rolim Valeixo, gerente de relacionamento com os cliente do O Boticário, concordam que é preciso ser ágil e transparente ao responder a manifestações que poderiam arranhar a imagem da empresa.

“Não pode existir a tática do avestruz”, diz Valeixo. “Quanto mais rápido responder, mais rápida será removida qualquer mancha que possa estar pairando sobre a empresa”, diz Tabet.

Airton Lopes, da INFO

Empresas exaltam importância dos blogs

Wednesday, September 19th, 2007
Segunda-feira, 17 de setembro de 2007 - 19h25

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Segundo Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, os blogs de funcionários são um canal direto com um público formado, no seu caso, por desenvolvedores e clientes corporativos. O espaço é um terreno fértil para a interação sobre diversos temas, desde a discussão de tendências até o relato de bugs de produtos.

“A informação agora também vem de fora para dentro”, diz Taurion. O número de blogs produzidos por funcionários atestam a importância da ferramenta na IBM. ?São cerca de 50 mil blogs internos e 100 externos.?

Na Johnson & Johnson, o desafio apontado pelo gerente de e-business Fernando Gonçalves é encontrar a medida certa entre o que deve permanecer no ar ou ser removido nos comentários dos visitantes.

Mas, mesmo mantendo moderadores nos blogs da empresa, Gonçalves acredita que o próprio público é capaz de lidar com eventuais abusos, como a presença do ?reclamador profissional?. ?Existe uma espécie de auto-regulação dentro da comunidade.?

O Boticário ainda não possui um blog, mas é uma das empresas que mais acreditam na força dessa ferramenta e nas comunidades da web 2.0.

Ela mantém um sistema que monitora sistematicamente tudo o que está sendo falado sobre a empresa em diversos canais, como Orkut, fóruns e blogs.

Para Sérgio Augusto Rolim Valeixo, gerente de relacionamento com os cliente do O Boticário, a maior novidade é que, de posse destes dados, a companhia passa a exercer uma função ativa no corpo a corpo com os consumidores. O Boticário chega a procurar os clientes, em vez de apenas receber as manifestações que chegam pelo SAC. “Muitas vezes as empresas não se dão conta do valor das informações que correm nestes meios”, diz.

Airton Lopes, da INFO

Wikis ganham espaço na intranet das empresas

Wednesday, September 19th, 2007
Segunda-feira, 17 de setembro de 2007 - 16h52

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Durante o seminário Web 2.0, realizado pela INFO, Hering, Le Postiche e Amil mostraram como estão utilizando na sua intranet o conceito de colaboração que ganhou o mundo dos internautas com a Wikipedia.

Na Le Postiche, o embrião do wiki nasceu há seis anos, quando a empresa deixou de adotar o modelo de franquia e precisava integrar suas 200 lojas espalhadas pelo país. ?No inicio, tínhamos lojistas que sequer teclavam. Tivemos de realizar treinamentos de informática?, afirma José Carlos Figueiredo, diretor de licenciamento da Le Postiche.

Atualmente, 1.600 pessoas - entre lojistas, fornecedores e prestadores de serviços ? rendem mais de 18 mil acessos por mês. Além de saber das novidades das lojas por meio de uma revista eletrônica editada pelos próprios lojistas, os colaboradores dão dicas e opiniões para o crescimento da marca da empresa.

Já na Amil Assistência Médica, a idéia de criar um site de wiki partiu da área de TI. O Wiki Amil começou como uma simples enciclopédia para os desenvolvedores e hoje já se tornou uma ferramenta poderosa de ouvidoria e troca de conhecimento entre as diversas áreas da empresa.

?O custo de criação foi zero. Aproveitamos a plataforma da Wikipedia que é gratuita. O maior esforço foi na conscientização dos colaboradores para que eles produzissem conteúdo?, diz Fabiana Lins de Sá, gerente web da Amil Assistência Médica.

A Hering está passando pela segunda onda após a implementação do sistema de Wiki, chamado de TWiki, que é focado apenas no pessoal de TI.

De acordo com Marcelo Camêlo, gerente de TI da Hering, uma enciclopédia técnica marcou a primeira onda do wiki na empresa. ?Agora, os funcionários estão usando a rede para publicar seus próprios trabalhos?, diz o executivo.

Camêlo lembra que tudo o que é colocado no TWiki pelos técnicos acaba sendo melhor absorvido que informações encontradas em manuais. ?A intranet é aberta para acesso residencial e muitos navegam na rede nos finais de semana ou depois do expediente?, diz o gerente.

Assim que o modelo de colaboração estiver mais maduro, a Hering pretende abri-lo para outras áreas da empresa.

Bruno Ferrari, da INFO