Archive for August, 2007

Internet no trabalho estimula a ‘cibervadiagem’

Friday, August 31st, 2007

29/08/2007 - 18:25)

Entre em qualquer grande escritório hoje, e provavelmente ouvirá o barulho revelador de programas de bate-papo e jogos online nos computadores, acompanhados pelo som de cliques alucinados no mouse. Os funcionários podem parecer muito ocupados, mas muitos estarão, na verdade, perdendo tempo na Internet na prática já conhecida como “cibervadiagem” - ou cybeslacking, em inglês.

Estudos realizados em diversos países apontam que em torno de um quinto do período de trabalho é dedicado a atividades pessoais, e o lugar predileto para matar o tempo é a Internet.

Patricia Wallace, autora do livro The Internet in the Workplace: How New Technology Is Transforming Work (A Internet no local de trabalho: como a nova tecnologia está transformando o trabalho), escrito em 2004, disse que os funcionários sempre encontram jeitos de evitar ter muito trabalho. “A questão é que agora você tem algo que parece ser genuinamente irresistível porque é como uma porta para todo o planeta bem ali sobre a sua mesa”, disse Wallace, professora da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.

Funcionários que praticam a “cibervadiagem” costumam gastar a maior parte do tempo no email, e quase um terço de suas mensagens não estão relacionadas ao trabalho, segundo James Philips, professor de psicologia na Universidade Monash, na Austrália. Muitos empregados gerenciam suas finanças ou fazem compras online. Redes de relacionamento como Facebook, MySpace e Orkut também são destinos comuns para os cibervadios. Não é difícil também encontrar usuários que reportam o status “trabalhando” ou “no trabalho” em programas de mensagens instantâneas.

Fonte: Reuters / Terra

10 razões para ser paranóico enquanto navega na internet

Friday, August 31st, 2007

28/08/2007 - 09:54)

Por Dan Tynan, para o IDG Now!*

São Francisco - Listamos 10 razões para você ser paranóico sobre a vulnerabilidade de seus dados e a potencial perda de privacidade.

A verdade está aí - e seus dados também. Mesmo sem helicópteros virtuais te seguindo, não significa que as pessoas não sabem quem você é ou o que você está fazendo.

De chefes-espiões a corporações assustadoras, há tantas razões para ser paranóico sobre a vulnerabilidade de seus dados e a potencial perda de privacidade.

Para te ajudar a medir o nível apropriado de histeria, classificamos cada ameaça em nosso Medidor de Paranóia, utilizando uma escala de um a cinco. No caso de uma pontuação mais baixa, o significado é ?Não se preocupe, seja feliz?. Já se o medidor atingir o número máximo, a mensagem é ?Fique com medo. Muito medo?.

Embora a iniciativa seja bem-humorada, as situações relacionadas à privacidade nem sempre são divertidas.

?Você pode enxergar uma paranóia como apenas uma boa forma de ter um amplo horizonte?, declarou o diretor de estudos de políticas da informação do Cato Institute, Jim Harper. ?Há incentivos para que as práticas relacionadas a dados sejam excessivas no futuro. Ser paranóico hoje é ser racional em se proteger amanhã.?
Confira aqui as dez formas de treinar a sua paranóia.

Fonte: IDG Now!

*Dan Tynan é editor do InfoWorld em São Francisco

O Delphi abraça o PHP

Thursday, August 30th, 2007
Quarta-feira, 01 de agosto de 2007 - 14h21

Há muito que o PHP, a linguagem de programação mais popular da web, pedia um ambiente gráfi co de desenvolvimento. Até agora, quem trabalha com essa linguagem em muitos casos usa apenas editores de texto. A Borland, por meio de sua subsidiária CodeGear, enxergou aí uma oportunidade de negócio e acaba de lançar o Delphi for PHP, um ambiente gráfi co completo para programar em PHP usando máquinas Windows. Naturalmente, há outros ambientes gráfi cos para o trabalho com PHP, mas nenhum provém de um nome tão tradicional no setor como a Borland.

DELPHI OU PHP?

Assim como o Delphi, o Delphi for PHP é um produto para ser usado no Windows. Uma de suas características é a compatibilidade com o Vista, ambiente em que INFO analisou o software. A rigor, o Delphi for PHP tem do Delphi apenas a interface. A linguagem, obviamente, é o PHP. Com o nome, o objetivo da CodeGear é forçar o reconhecimento do título, usando seu carro-chefe. A própria CodeGear, que estreou em 2006, usa essa estratégia. Em seu logotipo lê-se CodeGear ?from Borland?, para destacar o parentesco com a companhia-mãe.

INTERFACE

O Delphi for PHP acompanha o esquema de trabalho do Delphi. Mas, claro, nem todos os recursos do desktop existem na web. Mesmo assim, o ambiente facilita a criação de aplicações bem próximas do que se tem no desktop. O programa acompanha inclusive as tendências da web 2.0. Além do código em PHP, que roda no servidor, pode-se combinar códigos em JavaScript, para interagir diretamente com o browser. Esse é o princípio das tecnologias AJAX.

BIBLIOTECAS VCL

O Delphi for PHP também herda do Delphi alguns recursos de programação. O pacote traz uma biblioteca de componentes VCL (Visual Component Library), ou seja, objetos do PHP criados à semelhança das VCLs do Delphi. Como o PHP é uma linguagem de script, os objetos são abertos e podem ser alterados pelo programador, que também pode criar as próprias VCLs. Na hora de fazer o upload da aplicação para o site, um assistente chamado Deployment Wizard verifi ca todas as dependências e monta o pacote de arquivos que devem ser enviados.

BANCOS DE DADOS

O Delphi for PHP traz, nativo, o suporte aos bancos de dados InterBase, da Borland (do qual inclui uma versão só para desenvolvimento), e o MySQL. Este é o parceiro mais habitual da linguagem PHP nas soluções web, dentro do ambiente conhecido pela sigla LAMP ? Linux, Apache, MySQL e PHP. No INFOLAB, para fazer testes com bancos de dados MySQL, foi preciso instalar no Windows Vista um ambiente AMP (LAMP sem Linux). Para isso, usamos o pacote gratuito XAMPP for Windows (download: www.info.abril.com.br/download/4832.shtml). Além do MySQL e do InterBase, o Delphi for PHP também traz drivers para uma extensa lista de bancos de dados que inclui praticamente todos os mais importantes do mercado. Mas, nesses casos, o processo não é tão simples como para os dois bancos nativos.

DOCUMENTAÇÃO

A documentação talvez seja o ponto mais fraco do produto. Há orientação para a linguagem PHP, mas o resto ainda é incipiente. Exemplo: há um driver para o banco de dados Access. Mas como utilizá-lo? As informações na ajuda são meio óbvias e não esclarecem muito. Também não há um documento que diga como fazer a preparação mínima do ambiente para o Delphi for PHP. Ou, se há, não é facilmente encontrável. Há um diretório com uma série de exemplos prontos. No entanto, eles são muito simples e alguns não funcionam sem a preparação do ambiente. Nesse aspecto, o programa deve ser tratado como versão 1.0. De fato, ainda há áreas em que pode melhorar. Uma é a incorporação de ajuda enquanto se escreve o código, como no Delphi. De todo modo, o Delphi para PHP é uma ferramenta que tem muito a oferecer aos desenvolvedores.

OUTRO DELPHI

Junto com o Delphi for PHP, a CodeGear liberou o Delphi 2007 for Win32. Para completar a família, falta ainda o Delphi para .Net, que deve chegar no segundo semestre. O Delphi for Win32 traz algumas inovações. A primeira é a compatibilidade com o Windows Vista. Outra é o suporte a AJAX nas bibliotecas VCL for the Web. Inclui também novo gerador de instalações, o InstallAware Express, e traz de volta o gerador de relatórios QuickReport.

Carlos Machado, edição de junho de 2007

Como mostrar o valor corporativo da TI

Thursday, August 30th, 2007

Alavancar as melhores práticas de gestão de TI pode ser uma boa forma de demonstrar o valor corporativo da área de tecnologia. Não basta ao CIO apresentar métricas de desempenho da TI. É preciso associar essas métricas aos resultados de desempenho financeiro da companhia. Clique e veja como fazer isso.

Por Michael Smith 

Principais descobertas

  • A maioria dos gerentes de TI tenta usar as métricas de desempenho da TI para demonstrar valor corporativo e fracassam.
  • O valor corporativo da TI somente pode ser expresso em termos que sejam profundamente significativos para seu público - os executivos corporativos sêniores.
  • Compreender como os processos afetam os serviços de TI e como os serviços de TI afetam o desempenho corporativo é a chave para estabelecer o valor corporativo da área de tecnologia.

Recomendações

  • Compreenda a diferença entre os processos da TI e os serviços de TI; isso é mais do que semântica.
  • Os gerentes de TI devem trabalhar com seus colegas corporativos para estabelecer os principais indicadores de desempenho financeiro em toda a empresa.
  • Os gerentes de TI devem estabelecer a relação entre os níveis dos serviços de TI e os principais indicadores de desempenho financeiro para demonstrar o valor corporativo da TI.

Análise

A gestão de TI é freqüentemente solicitada a demonstrar o valor corporativo da área. Questões sobre o valor corporativo geralmente precedem a pressão de cima para baixo sobre os orçamentos de TI, e assim é importante que a gestão da TI estabeleça claramente a relação entre os custos da tecnologia (que costumam ser muito visíveis para os executivos corporativos sêniores) e o valor corporativo gerado a partir desses custos. A menos que essa relação seja estabelecida, os executivos corporativos continuarão a presumir que há oportunidades para melhorar a lucratividade com cortes nas despesas de TI.

Muitos gerentes de TI usam as métricas de desempenho de sua área como um meio de demonstrar o valor corporativo. As métricas de desempenho da TI são aquelas medidas usadas para impulsionar a melhoria dos processos correntes. Elas são usadas para avaliar e monitorar os processos em áreas como help desk, desenvolvimento de aplicações, a infra-estrutura e as operações. Essas métricas costumam mostrar o tempo de resposta, a disponibilidade e a produtividade.

Embora sejam essenciais para a gestão eficaz dos processos da TI, as métricas de desempenho erram de alvo quando usadas fora do setor, como um meio de demonstrar o valor corporativo. Qualquer gerente de TI que tenha usado as métricas de desempenho dessa forma sabe isso muito bem.

O valor corporativo deve ser demonstrado por meio do uso de métricas de desempenho que sejam profundamente significativas para seu público. As métricas que surgem nos balanços financeiros são muito significativas para os executivos corporativos sêniores, mas é difícil descrever todos os benefícios derivados da TI usando somente as métricas financeiras.

A boa notícia é que os executivos corporativos sêniores começaram a ampliar as métricas financeiras e os principais indicadores de desempenho. O motivo é que os analistas financeiros que cobrem as empresas de capital aberto colocam cada vez mas ênfase nesses principais indicadores para avaliar o desempenho da equipe de gestão. Assim, indicadores de desempenho financeiro antes não tão importantes estão se tornando mais significativos. A notícia realmente boa é que é muito mais fácil demonstrar o valor gerado para a TI com o uso desses indicadores de desempenho financeiro do que com as próprias métricas financeiras.

Usaremos aqui um modelo de quatro camadas para estabelecer a relação entre o desempenho da TI e o valor corporativo (acionista).

Figura 1. Um Modelo de Quatro Camadas para o Valor Corporativo da TI

Para compreender como esse modelo funciona, devemos compreender a relação entre cada uma das camadas. As próximas três seções descrevem essas relações.

1.0 Seção 1: Qual é a relação entre as métricas de desempenho da TI e os SLAs?

Há uma diferença marcante entre os serviços de TI fornecidos pela empresa e os processos da TI necessários para entregá-los. A Figura 2 mostra a relação entre os serviços de TI e os processos da TI.

Figura 2. Associando SLAs às métricas corporativas

A diferença entre os processos da TI e os serviços de TI é similar à diferença entre todos os materiais e a mão-de-obra usados para produzir um automóvel e o automóvel ser colocado no piso de um showroom. O cliente está fundamentalmente interessado nos recursos e nas funções do próprio carro e não na lista de materiais e nos processos para produzi-lo.

É claro que a qualidade e a confiabilidade do carro são importantes, mas a qualidade e a confiabilidade se tornaram algo já esperado e poderão somente pesar sobre o valor do carro, não elevá-lo. Essa diferença é análoga à diferença entre os processos da TI e os serviços de TI, e compreender isso é o primeiro passo para estabelecer o valor corporativo da área de tecnologia. Defina e descreva seus serviços de TI em termos que sejam significativos e consumíveis pela empresa.

2.0 Seção 2: Qual é a relação entre os SLAs da TI e os principais indicadores de desempenho financeiro?

Para compreender essa relação, devemos primeiro compreender quais são os principais indicadores de desempenho financeiro. O que é exatamente um principal indicador? Depende do que você esteja tentando prever.

Nas empresas com fins lucrativos, o objetivo final é o de maximizar o valor líquido corrente de todos os futuros fluxos de caixa. Um substituto da capacidade da empresa de maximizar o fluxo de caixa é a declaração de lucros e perdas ou de receitas. Assim, para descobrir os principais indicadores de lucratividade, começamos mapeando nossos processos corporativos em relação à declaração de receitas. Alguns processos corporativos mapeiam as receitas, outros a relação custos e receitas (ou o custo do bem vendido) e outros as despesas gerais e administrativas.

Ao identificar e mensurar as atividades que são realizadas juntamente com esses processos, poderemos determinar os principais indicadores de lucratividade. Por exemplo: um dos processos que resulta em receitas é o processo de vendas. Uma das atividades realizadas em um típico processo de vendas é a qualificação de um líder de vendas. Desse modo, mensurar o número de fatores de vendas qualificados em um dado período é um principal indicador de receitas.

Os analistas financeiros, representando os interesses dos acionistas, estão muito interessados nos principais indicadores de desempenho financeiro, particularmente nos indicadores que apontam o crescimento das receitas.

O Gartner desenvolveu um modelo genérico que poderá ser usado pelos gerentes de TI para atrair seus colegas corporativos para que estabeleçam os principais indicadores de seus setores (veja a Figura 3). Também encorajamos os gerentes de TI a trabalhar em corporações de capital aberto para acompanhar as chamadas em conferência sobre ganhos trimestrais realizadas pelo CFO para saber em quais principais indicadores os analistas financeiros estão mais interessado em suas empresas.

Figura 3. O Modelo de Valor Corporativo da Gartner

Reconhecemos que estabelecer os principais indicadores de resultados financeiros em uma empresa poderá parecer uma tarefa intransponível para os CIOs, mas essas métricas talvez já existam em algum ponto da

empresa, geralmente ocultas, como um mapa do tesouro secreto. Essas métricas têm tantos benefícios administrativos que, se já existem (em parte ou no todo) ou não, vale a pena o esforço para que a gestão de TI promova uma compreensão e a consciência dos principais indicadores de desempenho financeiro em toda a empresa.

Assim, estabelecer a relação entre os SLAs da TI e os principais indicadores de resultados financeiros é o próximo passo para provar o valor corporativo da TI. Costuma ser mais fácil demonstrar o valor gerado pelos principais indicadores de desempenho financeiro do que para as próprias métricas financeiras, porque os principais indicadores são derivados de processos corporativos e a TI é usada para melhorar os processos corporativos.

A TI é usada para automatizar as atividades realizadas nos processos corporativos. Os benefícios de automatizar as atividades são geralmente mensurados juntamente com as dimensões de tempo, custo e qualidade. Às vezes esses benefícios são tão grandes que o processo se tornaria impraticável sem a automação. Assim, em geral, os serviços realizados pelo setor de TI voltam-se para a diminuição do tempo e do custo, melhorando ao mesmo tempo a qualidade das atividades realizadas nos processos corporativos. Desse modo, os benefícios da TI são determinados pelos principais indicadores usados para mensurar o desempenho dos processos corporativos.

Por exemplo: vamos presumir que o número de fatores de vendas em um dado período (uma semana, um mês e assim sucessivamente) é um dos principais indicadores de receitas para sua empresa. Um BlackBerry com uma aplicação CRM é um serviço de TI automatizado e útil a ser usado pela força de vendas para avaliar novos fatores de vendas. O serviço automatizado fornecido pela TI permite ao pessoal de vendas identificar os fatores de vendas qualificados entre todos os outros fatores de forma mais rápida e com maior precisão do que seria possível sem ele.

Para continuar sendo úteis para a força de vendas, as informações fornecidas por um serviço de TI automatizado devem ser precisas e atualizadas diariamente; devem estar disponíveis durante as horas de trabalho com tempo de resposta de alguns poucos segundos ou menos. Se ocorrerem problemas, o serviço de TI deve ser reparado em até 24 horas. Ao manter esses níveis de serviços, o setor de TI e a gestão de vendas concordaram (depois de negociação) que o serviço de TI automatizado aumentou o número de fatores de vendas qualificados para um dado mês em 10%.

As características da relação entre os SLAs da TI e os principais indicadores devem:

  • Ser acordados pelos proprietários do processo corporativo para os principais indicadores.
  • Devem ser estimativas (não fatos absolutos) que definem o nível de compreensão que os proprietários do processo corporativo têm sobre o que influencia os resultados de seus processos.
  • Devem evoluir e mudar conforme as pessoas, os processos e as tecnologias mudam.

Certamente estabelecer a relação entre SLAs e os principais indicadores envolve tanto a arte quanto a ciência. Porém, essa relação deve ser estabelecida para determinar os níveis de serviços de TI adequados a serem fornecidos. Sem uma compreensão comum da relação entre os SLAs e o desempenho corporativo, o nível dos serviços de TI (e mais importante, o nível das despesas com TI) será arbitrário. Esse é o único e mais significativo motivo pelo qual o nível das despesas com TI é tão intensamente avaliado na maioria das empresas (mas a maioria das empresas não estabeleceu uma clara compreensão da relação entre seus SLAs e as métricas de desempenho corporativo).

Outros pensamentos sobre o processo para estabelecer essa relação:

  • Os gerentes de TI devem trabalhar com os gerentes corporativos para identificar os principais indicadores (métricas de desempenho corporativo) de desempenho financeiro.
  • Os gerentes de TI devem trabalhar com os gerentes corporativos para definir os SLAs para cada um dos serviços de TI oferecidos.
  • Os gerentes de TI devem trabalhar com os gerentes corporativos para negociar a relação entre os SLAs e os principais indicadores de desempenho financeiro.

Esse é um processo interativo. Recomendamos que você fique do lado da simplicidade e acrescente detalhes somente quando acordado pelo setor de TI e pela administração corporativa.

3.0 Seção 3: Qual é a relação entre os principais indicadores e o desempenho financeiro?

Os principais indicadores dependem do que você está tentando prever. Nas empresas com fins lucrativos, a declaração de receitas é um bom substituto para o valor corporativo. As empresas mais lucrativas (cerca de 20% a 25% das empresas da Fortune 1000) começaram a associar seus principais indicadores aos resultados financeiros. Essas empresas monitoram seus principais indicadores (ou os indicadores chave de desempenho) e analisam o impacto das mudanças no desempenho financeiro. O motivo porque essas empresas são consideradas líderes é que, em média, elas obtêm retornos que são quase 3% superiores aos seus ativos e mais de 5% superiores ao patrimônio quando comparadas às empresas que não fazem tal relação.

Em nosso exemplo anterior, usando as oportunidades qualificadas de vendas como um dos principais indicadores de receitas, o serviço de TI automatizado elevou o número de fatores de vendas qualificados em 10%. A gestão de vendas tem trabalhado com os membros do departamento financeiro para determinar a relação entre o número de fatores de vendas qualificados (o índice das oportunidades de vendas) e as receitas. Usando a taxa histórica de vendas-fechamento de negócios de 30% (isto é, 30% de todos os fatores de vendas qualificados resultam em receitas para a empresa), estimou-se que a elevação de 10% nos fatores de vendas qualificados gerou um aumento de 3% nas receitas.

Similar à relação entre os SLAs da TI e os principais indicadores, a relação entre os principais indicadores e o desempenho financeiro é uma estimativa e não uma ciência exata. Mas considerando os benefícios financeiros obtidos pelas empresas que tentaram definir essa relação (e nenhuma fez isso da forma exatamente correta), o esforço vale a pena.

É responsabilidade de todos os gerentes corporativos, incluindo os de TI, compreender o que impulsiona o valor corporativo em suas empresas. Essa compreensão não poderá ser individualmente formada ou mantida. Pelo contrário, uma compreensão comum entre todos os gerentes corporativos deve ser desenvolvida e praticada para planejar, alinhar e executar processos em relação à estratégia corporativa que será implementada. O setor de TI é o maior beneficiário dessa compreensão comum, porque se torna muito mais claro demonstrar o valor corporativo da TI quando o próprio valor corporativo é bem entendido. A Figura 4 mostra as relações entre o desempenho da TI e o valor corporativo.

Figura 4. Associando SLAs às Métricas Corporativas

4.0 Conclusões

Os gerentes de TI devem compreender a diferença entre os processos de TI e os serviços de TI. Trabalhe com seus colegas corporativos para estabelecer os principais indicadores de desempenho financeiro. Ao demonstrar a influência dos serviços de TI sobre os principais indicadores, os gerentes de TI demonstrarão o valor corporativo da área de tecnologia.

5.0 Recomendações

  • Compreenda a diferença entre os processos de TI e os serviços de TI; isso é mais do que semântica.
  • Os gerentes de TI devem trabalhar com seus colegas corporativos para estabelecer os principais indicadores de desempenho financeiro em toda a empresa.
  • Os gerentes de TI devem estabelecer a relação entre os níveis de serviços da TI e os principais indicadores de desempenho financeiro para demonstrar o valor corporativo da TI.

Data de Publicação: 25 de julho de 2007

O Firefox é mais vulnerável que o IE?

Thursday, August 30th, 2007
Terça-feira, 28 de agosto de 2007 - 20h18

A informação parece contraditória, mas é isso mesmo. O Honeynet Project, uma entidade sem fins lucrativos, analisou 300 mil URLs em maio deste ano, usando os browsers Internet Explorer 6 SP2, Firefox 1.5.0 e Opera 8.0.0. A conclusão é a seguinte: o Firefox tinha duas vezes mais vulnerabilidades que o IE. Mas não se registrou nenhum ataque ao Firefox, enquanto o IE foi invadido quase 200 vezes.

O Opera foi o navegador que apresentou o menor número de falhas e, como o Firefox, não sofreu nenhuma invasão. Os pesquisadores acreditam que a explicação para a aparente contradição entre os números do IE e do Firefox esteja na liberação mais rápida de correções para o browser.

Talvez também se possa acrescentar que, na média, os usuários do Firefox tendem a ser mais conscientes dos riscos que os do IE. Estes, por incluir muitos leigos, possivelmente demorem mais para aplicar as correções de segurança.

Essa suposição faz sentido. Os pesquisadores destacam que a aplicação de correções representa, sem dúvida, um procedimento eficaz de segurança. Na pesquisa, uma versão do IE6 com todos as atualizações visitou 2289 sites maliciosos sem sofrer nenhum dano. Vale lembrar que a pesquisa do Honeynet Project foi feita em maio e não usou as versões atuais dos browser: Internet Explorer 7.0, Firefox 2.0.0.6 e Opera 9.23.

Carlos Machado, da INFO

ISO dá veredicto sobre OpenXML no domingo

Thursday, August 30th, 2007
Terça-feira, 28 de agosto de 2007 - 13h51

Um formato de documentos digitais criado pela Microsoft e que pode ser adotado como padrão internacional neste final de semana é um truque cujo objetivo é amarrar os usuários, que, na pior das hipóteses, poderiam perder controle sobre seus próprios dados, dizem críticos.

A International Organisation for Standardisation (ISO) vai consultar seus membros sobre a questão em uma votação que se encerra no domingo.

A aprovação da ISO encorajaria adoção mais ampla do formato Open XML, proposto pela Microsoft, entre organizações do setor público.

Os adversários do Open XML, que é o formato padrão de arquivamento de documentos no Microsoft Office 2007, dizem que não existe necessidade de um padrão rival para o amplamente difundido Open Document Format (ODF), que já está em uso como padrão internacional.

Eles argumentam que as seis mil páginas de código do padrão proposto pela Microsoft, comparadas às 860 do ODF, tornariam o novo padrão complicado e difícil de traduzir.

A Microsoft e outros proponentes apontam que padrões múltiplos são normais nos setores de software e outros, e que a concorrência aberta gera melhores produtos. A empresa alega que seu formato tem especificações mais exigentes e é mais útil que o ODF.

“Mais padrões funcionando em paralelo quer dizer melhores padrões. Não é bom optar por um padrão unificado cedo demais”, disse Michael Groezinger, vice-presidente de tecnologia da Microsoft na Alemanha, em entrevista à Reuters.

Ele se recusou a especular sobre o resultado da votação na ISO, mas recebeu positivamente a decisão do Instituto Alemão de Padronização (membro da ISO), de expressar aprovação condicional ao Open XML, na semana passada.

O cerne da controvérsia é o medo de que o formato XML não seja tão aberto quanto seus simpatizantes alegam, o que geraria a perspectiva de que os usuários que empreguem essa forma de processamento de texto passem a depender da Microsoft para obter acesso a seus próprios documentos.

“O grande pesadelo é que a Microsoft diga ´atualizem suas licenças ou nós cortaremos o acesso”´, disse George Greeve, presidente da Free Software Foundation Europe, em entrevista à Reuters. “O acesso a dados governamentais dependeria completamente da existência da Microsoft.”

A Free Software Foundation é uma entidade não governamental norte-americana que promove o uso de programas de computadores que podem ser livremente usados, modificados e redistribuídos pelos usuários.

A Microsoft afirma que tem colaborado com a Novell para desenvolver uma ferramenta que possa traduzir documentos gravados em Open XML no formato ODF e vice-versa. Mas os críticos afirmam que o dispositivo não pode fazer uma tradução completa por causa da complexidade mais alta do padrão da Microsoft.

Dada a posição de liderança da Microsoft na indústria de software, o Open XML será um padrão de fato, independente da decisão da ISO.

“Os dois padrões podem convergir no longo prazo, mas todas as organizações deveriam se preparar para pelo menos uma coexistência dos dois no médio prazo”, informa o grupo de pesquisa Gartner em relatório recente.

“Os problemas associados à necessidade de se transformar um formato no outro continuarão.”

Por Georgina Prodhan, da Reuters

Data centers consomem demais, diz estudo

Friday, August 24th, 2007
Terça-feira, 21 de agosto de 2007 - 10h28

Segundo relatório produzido para a Agência Nacional de Energia dos Estados Unidos, o consumo de energia elétrica por centrais de data centers dobraram nos últimos sete anos.

O mesmo relatório aponta uma tendência crescente de consumo por estas centrais.

A agência avalia que a necessidade das pessoas e empresas em armazenar dados deve continuar crescendo nos próximos anos, mas não vê com bons olhos a expansão no consumo de energia.

Segundo o relatório, as empresas de TI precisam se esforçar mais para encontrar soluções que sejam mais econômicas.

Entre as idéias de TI verde apresentadas pelo estudo estão desenvolver aplicativos que demandem menos requisições ao disco dígido e hardwares que precisem de menos refrigeração.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Toshiba exibe HD de 320 GB para notebooks

Friday, August 24th, 2007
Terça-feira, 21 de agosto de 2007 - 12h10

A produção do equipamento começa no quarto trimestre deste ano.

Segundo a Toshiba, o disco de 320 gigabytes é o primeiro do mundo de 2,5 polegadas. O dispositivo faz parte de uma nova série de drives com velocidades de 5.400 rotações por minuto.

A companhia também expandiu a linha de discos rígidos com velocidades de 7.200 rpm que passa a contar com equipamentos com até 200 gigabytes de capacidade.

A empresa não divulgou estimativas de preços dos novos equipamentos.

Reuters

Empresas reavaliam adoção do Windows Vista

Friday, August 24th, 2007
Terça-feira, 21 de agosto de 2007 - 16h05

Segundo Benjamim Gray, responsável pela pesquisa, empresas americanas e européias estão revendo sua estratégia de adoção do Windows Vista e pretendem esperar a liberação do SP1 antes migrar para o mais recente sistema operacional da Microsoft.

Entre os principais motivos apontados para a espera estão a imaturidade do software e a falta de compatibilidade com aplicações empresariais.

Gray ressalta que as companhias não pensam em se, mas quando e como irão adotar o sistema operacional. O pesquisador aconselha que as empresas comecem a fazer já a atualização da infra-estrutura de hardware com PCs que sejam compatíveis com o Vista.

Nesse estudo, a Forrester comparou respostas dadas recentemente por diretores de tecnologia de grandes empresas, com um levantamento realizado no ano passado, que mostrava uma certa empolgação dos executivos em migrar para o Vista.

Bruno Ferrari, da INFO

Laptops da HP ganham recursos de segurança

Friday, August 24th, 2007
Terça-feira, 21 de agosto de 2007 - 17h06

Divulgação

Notebooks da família Compaq Business têm segurança reforçada / Divulgação

Notebooks da família Compaq Business têm segurança reforçada

Os equipamentos vêm com o pacote Protect Tools, que engloba vários recursos. Um deles é o uso de um smart card e outras chaves de acesso, como impressões digitais.

Outra novidade é a assinatura eletrônica. A tecnologia permite ao usuário cadastrar todas as senhas que usa, seja na web ou em rede particular. Depois, não é mais preciso digitar senhas para logar. Basta colocar o dedo no leitor biométrico para ter acesso liberado.

Já o Drive Encryption é uma solução de criptografia que torna o HD ilegível para pessoas não autorizadas, dando segurança extra em caso de perda ou roubo do notebook.

A nova linha corporativa da HP tem sete produtos, divididos em três categorias. A de laptops leves, com tela de 12 polegadas e peso médio de 1,5 kg, traz os modelos Compaq Business Notebook 2510p (7 499 reais) e 2710p (8 199 reais). A de portáteis com perfil de mobile workstation, indicada para atividades com exigência de alto desempenho com aplicações gráficas, é formada pelo 8510w (9 199 reais).

Os quatro modelos restantes (530, 6515b, 6710b e 6910p) trazem configurações balanceadas, com gravador de CD ou DVD, tela de até 15 polegadas e peso que varia entre 2,2 e 2,7 kg. Os preços vão de 2 399 a 5 499 reais.

Marco Aurélio Zanni, da INFO