Archive for July, 2007

Compra de peso

Tuesday, July 31st, 2007

Sabesp opta pela aquisição de um mainframe em vez do aluguel para suportar novos serviços na internet

POR Renata Mesquita > FOTO Alexandre Battibugli

Condenados precipitadamente à extinção, os mainframes seguem firmes nos parques de
tecnologia de organizações que lidam com grandes volumes de dados. É o caso da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que presta serviços a 25 milhões de clientes em 367 municípios e produz 100 mil litros de água por segundo. A empresa, de economia mista e capital aberto, com 18 mil funcionários e patrimônio líquido de 4 bilhões de dólares, é a maior companhia de saneamento da América Latina e a quarta maior do mundo. Mas a evolução dos negócios, que em 2006 geraram um
faturamento de 5 bilhões de reais, esbarrava na capacidade limitada de processamento de dados. No final de 2005, ao realizar a projeção de crescimento para os anos seguintes, a Sabesp concluiu que o mainframe CS7800, da Unisys, deveria ser substituído. “Todos
os dias passam 2 milhões de transações pelo mainframe. Mesmo atualizada, a máquina agüentaria upgrades por no máximo mais 18 meses, e estaríamos sempre com a corda no pescoço”, afirma Fernando Menezes, superintendente de TI da Sabesp. A intenção era otimizar os recursos com a devida segurança para melhorar a qualidade do atendimento ao cliente. Para tanto, a TI da Sabesp resolveu utilizar um mainframe com maior poder de processamento, da própria Unisys, dessa vez com uma significativa alteração do regime do contrato. A empresa optou pela aquisição no lugar do aluguel. “Já que é possível dobrar sua capacidade por meio de software, a nova máquina suporta pelo menos três anos de crescimento da Sabesp”, diz Menezes.

A reforma no parque deve agilizar a adequação da empresa à norma do governo estadual que instituiu que todo o atendimento ao cliente seja feito igualmente em lojas físicas e virtuais até o final de 2007 pelas concessionárias de serviços. Hoje, por meio do site www.sabesp.com.br é possível realizar pagamentos, solicitar segunda via de contas, entre outros serviços. A meta, afirma Menezes, é chegar a 100% de disponibilidade até o final do ano, com a oferta de parcelamento de contas, a emissão de certidões negativas de débito e os pedidos de serviços técnicos. As lojas físicas ficarão apenas com os procedimentos que exigirem a assinatura do cliente.

O contrato com a Unisys foi assinado em 30 de junho de 2006, e o Clearpath Dorado entrou em operação em outubro. Ao término de três anos, a equipe de TI irá reavaliar o equipamento.”Se ao final dos três primeiros anos de vigência a decisão for simplesmente jogá-lo fora, mesmo assim terá sido um gasto bem menor do que o aluguel pelo mesmo período”, afirma Menezes. Entre os resultados,Menezes destaca que a capacidade de processamento cresceu 58% em comparação ao mainframe antigo. O novo roda em três ambientes para abrigar as necessidades de negócio: sistemas comerciais e serviços ao cliente; gestão e desenvolvimento; e homologação de soluções.

Redundância
O mainframe não foi a única modernização realizada na TI da Sabesp. O acordo, de 50 milhões de reais, incluiu a compra de duas unidades de disco de alta performance, BMX 1000 e CX3800, ambos da EMC e integrados ao mainframe pela Unisys. A parceira responde ainda por serviços de suporte técnico e redundância, oferecida na forma de um site de backup hospedado em seu data center, em São Paulo, por uma taxa mensal em torno de 200 mil reais. O backup é atualizado diversas vezes ao dia e, de acordo com Menezes, atende a uma necessidade corporativa, pois garante a continuidade dos negócios aos acionistas.

O próximo passo será resolver outro gargalo na infra-estrutura: as fitas de armazenamento. “A gravação levava horas, o que atrapalhava a produção normal da equipe”, afirma Menezes. Com o sistema StreamLine SL8500, da StorageTek/Sun, também implementado pela Unisys em parceria com a EMC, a Sabesp espera diminuir o tempo da gravação em um terço, de 72 para 24 horas, e o número de fitas de cerca de 20 mil para 2 mil, com 20 GB de capacidade cada uma. Além disso, a concessionária está expandindo a plataforma baixa com 112 novos servidores, adquiridos no final de 2006. “Infra-estrutura é uma área de investimento constante. Todo mês tem uma novidade”, afirma Menezes.

INFRA-ESTRUTURA DE TI
>SERVIDORES 120 HP e IBM
>MAINFRAME Unisys Clearpath Dorado
>SISTEMAS OPERACIONAIS OS 2200 - HMP11.0 (Unisys), Microsoft Windows 2003, Unix HP UX-rs5470 e Linux Red Hat
>BANCOS DE DADOS Oracle, SQL Server e RDMS
>BI Teradata/BO
>USUÁRIOS DE TI 12 mil
>EQUIPE DE TI 250 profissionais

TI sem atraso?

Tuesday, July 31st, 2007

O laboratório Fleury implantou uma metodologia de gestão de projetos baseada em PMI e Itil e agora entrega os projetos no prazo

POR Flávia Yuri > FOTO Alexandre Battibugli

A demanda por desenvolvimento é forte no Fleury Medicina e Saúde, centro de medicina diagnóstica que atende 2500 pessoas por dia em suas 20 unidades localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A equipe de TI trabalha, em média, com 50 projetos simultaneamente. Entretanto, nem todos eram entregues dentro do prazo combinado com as áreas de negócio.”A TI sempre foi dinâmica e organizada, mas a falta de padrões e regras claras dava margem a retrabalho e conseqüentes atrasos. Cerca de 80% dos projetos de TI ficavam fora do prazo inicialmente estabelecido”, diz Teresa Sacchetta, diretora de tecnologia do Fleury. Segundo Teresa, um dos principais motivos para o alto índice de atrasos registrado dois anos atrás era que as áreas usuárias faziam redefinições no projeto durante o processo de desenvolvimento e não antes. Com a criação e a prática de uma metodologia de gestão de projetos, a entrega de sistemas que ultrapassava as datas previstas foi reduzida a 10%. “Hoje, no momento em que o usuário pede uma mudança no projeto em andamento, conseguimos informar quanto isso vai afetar o prazo final. Dessa forma, os casos de atraso são todos previstos com antecedência e a área usuária tem consciência dos motivos”, diz Teresa.O método utilizado pelo Fleury tem como base as melhores práticas do PMI (Project Management Institute), além das recomendações de Itil (Information Technology Infrastructure Library), para o gerenciamento de serviços de TI, e do CMMI (Capability Maturity Model Integration), para qualidade em desenvolvimento de software. Cinco profissionais de TI da empresa e mais cinco da consultoria Everis desenvolveram em conjunto a metodologia, que começou pelo levantamento das necessidades dos usuários e da equipe de TI, em março de 2005. Em seguida, deu-se início à construção de um processo de documentação das várias fases do ciclo de vida de um projeto. “Agora conseguimos enxergar todo o caminho percorrido em um projeto, e assim é possível saber o porquê de uma determinada decisão ter sido tomada durante sua realização”, afirma Teresa.

Gestão de mudanças
Em paralelo à implantação da metodologia de projetos, a TI do Fleury colocou em curso um programa de gestão de mudanças para a iniciativa não soar antipática do ponto de vista do usuário, que teria de obedecer a novas regras e processos. “Era preciso evitar que a equipe tivesse a impressão de se tratar de burocracia, o que colocaria em risco o sucesso da implantação”, diz Teresa. A consultora da Everis para gestão de mudanças, Ana Carolina Ranzani, passou quatro meses dentro do Fleury treinando 110 pessoas, de TI e das áreas de negócio. Cada qual recebeu 100 horas de treinamento. Para descontrair e integrar o grupo, foram propostas ações multidisciplinares, como peças de teatro, com a
participação de Teresa. A idéia era mostrar como a equipe de TI se comportaria em momentos de pressão. Em uma das cenas, por exemplo, um profissional tinha de responder a um usuário que queria pular uma etapa da metodologia para tentar agilizar o processo. Também foi utilizada como atividade lúdica uma versão adaptada do Jogo do Milhão, concurso de conhecimentos gerais do canal de televisão SBT. Além disso, uma eleição interna foi criada para batizar o programa de gestão de projetos.”O nome ‘Mel’foi escolhido pelos próprios participantes, que assimilaram tanto a importância da iniciativa quanto a do trabalho em equipe”, diz Ana Carolina.

A experiência adquirida com o treinamento de dois anos atrás será novamente colocada em prática no Fleury, ao longo deste ano. É que a subsidiária NKB, que engloba 16 marcas e 140 unidades de atendimento em todo o país, terá sua TI unificada, sob o comando de Teresa Sacchetta. Serão mais 45 profissionais que aprenderão a gerenciar
projetos dentro do prazo e do orçamento.

INFRA-ESTRUTURA DE TI
>ERP SAP
>USUÁRIOS DE TI 4 mil
>BUSINESS INTELLIGENCE Desenvolvido internamente
>BANCOS DE DADOS Microsoft SQL Server, Mumps e Progress
>EQUIPE DE TI ATUAL 60 profissionais

TI pode elevar em 20% valor para os acionistas, diz pesquisa

Tuesday, July 31st, 2007

Luana Pavani - 31/05/2007 10:45

Empresas de capital aberto que consideram tecnologia da informação estratégica para seus negócios são mais valorizadas pelos investidores. Um levantamento com 110 companhias listadas em bolsa, realizado pelo CIO Executive Board, programa do Corporate Executive Board, organização que participa da Nasdaq (bolsa de Nova York) com a sigla EXBD, mostrou que TI pode gerar valor para acionistas em até cerca de 20% em cinco anos.De acordo com o CIO Executive Board, a pesquisa foi baseada em um modelo econométrico proprietário. Com esse método, o grupo concluiu que empresas de alta performance em TI também podem elevar o Ebitda (lucro antes de impostos) em torno de 11% e o caixa em 21%.Um quinto das companhias entrevistadas investe menos do que o suficiente em TI, ao passo que um quarto delas exagera nos gastos. Esse desequilíbrio afeta a taxa de retorno sobre o valor agregado.

Para encontrar o caminho da rentabilidade, segundo o comitê de CIOs da bolsa de Nova York, o primeiro passo é planejar o desenvolvimento da equipe de TI. Segundo o estudo, é o CIO e não o departamento de RH que extrai dos profissionais o melhor desempenho para atividades críticas.

Como desenhar uma política eficiente de uso de software com fonte aberta

Tuesday, July 31st, 2007

O software livre entrou para as empresas de forma desgovernada, para facilitar uma aplicação web ou gerenciar sistemas menores. Mas a tendência aponta para uma utilização mais séria dos sistemas de código aberto e, para isso, é preciso traçar uma política de gerenciamento bem definida e embasada, o que maximiza as recompensas e minimiza os riscos. Veja as recomendações do Gartner para essa política de software de fonte aberta.

Por Mark Driver - 31/05/2007 16:12

ANÁLISE Muitas empresas modernas estão considerando a utilização de soluções de sistemas de fonte aberta por uma variedade de motivos e essa é uma tendência que continuará crescendo nos próximos anos. Os fornecedores de TI, que representam 80% do mercado global, entretanto, não devem permitir que os softwares de fonte aberta penetrem facilmente nas empresas. Diante das dificuldades, cabe às áreas de TI evitar que os sistemas abertos entrem de forma desapercebida em suas empresas, sem controle e de forma desgovernada, como aconteceu no passado.A proliferação desenfreada de qualquer ativo empresarial (software ou não, fonte aberta ou fechada) produzirá níveis inaceitáveis de riscos técnicos e legais para as empresas.Incorpore os seguintes aspectos em sua política de fonte aberta:

Entenda os detalhes de toda licença de fonte aberta vinculada aos produtos e projetos que você pensa em adotar.

Entender os detalhes do licenciamento é um passo crucial na aquisição de software, seja ele de fonte aberta ou fechada. Nos sistemas abertos, as licenças são bem diferentes dos acordos tradicionais de usuário final de softwares de fonte fechada. Essas diferenças fundamentais definem a proposta de valor do modelo de software aberto, mas elas também podem gerar confusão e quase sempre levar a equívocos substanciais que, se não resolvidos, podem resultar não apenas em um retorno sobre o investimento não realizado, mas também num risco legal significativo.

As licenças de fonte aberta não apenas diferem drasticamente de seus correspondentes de fonte fechada, como também diferem umas das outras.Conseqüentemente, não basta se tornar familiar unicamente com a principal definição de fonte aberta. No lugar disso, você também deve examinar os detalhes de uma variedade de licenças principais. É preciso também categorizar detalhadamente as licenças em relação àquelas que são inadequadas às necessidades estratégicas de sua empresa. O mais importante, contudo, é projetar situações de “adequação de objetivos” para cada licença. Por exemplo: licenças recíprocas (ou copyleft, com liberdade para copiar) podem ser aceitáveis para uso do tipo caixa preta, onde o acesso ao código fonte não é necessário para o uso rotineiro.Entretanto, esse estilo de licença, vinculado à uma biblioteca de classe, pode acionar um sinalizador vermelho para muitas iniciativas de TI.

Se sua empresa não tiver os recursos internos para tratar das questões de licenciamento com esses detalhes, contrate assistência jurídica de um advogado com conhecimento em leis de licenciamento e de propriedade intelectual.

Comece com uma auditoria abrangente de todos os ativos de software utilizados na empresa.

Determine quais dos seus ativos de software são licenciados como fonte aberta e se outros possuem código de fonte aberta embutido. Além disso, solicite essas informações a cada um de seus fornecedores de software comercial. Depois examine cada produto para garantir que você esteja utilizando em conformidade com seus termos de licenciamento. Empresas como Black Duck Software (www.blackducksoftware.com) e Palamida (www.palamida.com) oferecem soluções que podem automatizar esse processo de auditoria e aperfeiçoar iniciativas contínuas de conformidade.

Muitas empresas se surpreenderam com a penetração da fonte aberta que ocorreu de forma desapercebida durante os últimos anos.

Além do mais, a fonte aberta está penetrando na empresa embutida num número cada vez maior de soluções comerciais. Invista num processo rigoroso de auditoria de divulgação para futuras aquisições de software que incluam não apenas canais de terceiros externos, como também soluções internas.

Meça o desenvolvimento de cada solução de fonte aberta que você pensa em adotar.

Nem todos os projetos que usam fonte aberta são criados da mesma forma. Alguns nunca adquirem a força suficiente para o sucesso e todos amadurecem em tempos diferentes. Há uma grande diferença entre um projeto que estabeleceu uma evidente massa crítica, como Linux, JBoss ou Apache, e um que é menos desenvolvido. Um nível aceitável de desenvolvimento está amplamente baseado em métricas básicas e universais. Qual o tamanho da comunidade? Há canais comerciais de serviço e suporte? Com qual freqüência o projeto é atualizado? O projeto é executado por um grupo sem fins lucrativos estabelecido ou por fornecedor estável? Essas perguntas precisam sempre ser respondidas.

Determinar um nível aceitável de maturidade é uma métrica relativa que pode ajudar. O Hype Cycle de fonte aberta do Gartner é um ponto de referência útil, e outros recursos, como a Classificação de Legibilidade do Negócio (www.openbrr.org), também podem ajudar.

Entenda os mecanismos de projetos por trás das soluções que você pensa em adotar.

Assim como as licenças de fonte aberta diferem significativamente umas das outras, os mecanismos por trás do desenvolvimento de soluções abertas também variam amplamente. Alguns projetos são vinculados a fornecedores comerciais. Essas iniciativas quase sempre oferecem um serviço comercial mais robusto e opções de suporte no início do desenvolvimento do produto, mas, freqüentemente, o fazem ao custo de comunidades colaboradoras menores e menos ativas.

Outros projetos, como o Apache Software Foundation, são modelados por meritocracias que estimulam uma vasta gama de contribuições de comunidades maiores. O importante é que os mecanismos de projeto ditam o nível de controle e governança que influenciam uma grande variedade de fatores, como segurança e redução dos riscos. Em outras palavras, projetos bem executados afetam dramaticamente fatores como maturidade e risco.

Garanta provedores de serviço e suporte de confiança para cada projeto de fonte aberta que você adotar.

A barreira extremamente baixa para entrar na fonte aberta exige que cada adotante receba um canal seguro e de confiança para cada solução que deseja ter. Deixar de fazê-lo abre a empresa para riscos significativos, como Cavalos de Tróia e vírus.

Adquirir uma cópia do Linux de uma fonte bem estabelecida, como Red Hat, Novell ou Debian, é muito diferente de baixar uma distribuição de um web site anônimo. Além disso, determine se você aceitará suporte de uma única fonte e o bloqueio que funcionará com ela. Assim estará criando uma fonte aberta não tão diferente comercialmente de uma fonte fechada ao longo do tempo.

Toda política corporativa de fonte aberta deve especificar claramente as expectativas do serviço e do suporte. Alguns projetos mais simples, como Apache Struts, podem exigir apenas um treinamento básico e alguns manuais de referência de qualidade; outros exigirão contratos de suporte em nível de serviço mais robustos, como implementações do Enterprise Linux.

A combinação entre o perfil tecnológico e as situações de uso, como implementações de missão crítica, determinará que canais são necessários.

Estenda a gestão de vulnerabilidade às soluções de fonte aberta.

Os processos de avaliação de vulnerabilidade e de gestão de correções e de configuração devem ser estendidos a todos os softwares de fonte aberta, para garantir que caminhos para ataques não sejam abertos. Embora as soluções de fonte aberta não sejam inerentemente mais vulneráveis a questões de segurança do que as de fonte fechada, elas também não são imunes a esses riscos.

Determine o nível de proteção legal que você precisa para cada projeto.

Numa situação ideal, todo pacote de software viria acompanhado de um contrato que protege o usuário de possíveis problemas de propriedade intelectual. Alguns fornecedores de fonte aberta oferecem indenizações, como Red Hat, Novell ou MySQL.

Além disso, o nível e as limitações de garantia e indenização diferem significativamente, mesmo entre os fornecedores que fornecem esses contratos.

Os usuários não podem obter uma proteção completa para todos os produtos que utilizam. Entretanto, ao lidar com canais de suporte comerciais, solicite indenização por violações de Propriedade Intelectual (PI) de direitos autorais e de segredo comercial. Se não houver indenização, então o valor do ativo deve ser ponderado contra seus riscos legais potenciais. Por exemplo: a solução representa um benefício que excede seus riscos pragmáticos?

Mesmo sem uma indenização explícita, um projeto de fonte aberta pode ter uma forte política de governança que minimize os riscos de PI.

Estabeleça uma cadeia de comandos descendente a partir do nível mais alto da gerência para garantir o cumprimento da política.

Você deve adotar uma estrutura na qual inspeções e equilíbrios possam ser aplicados para criar uma estrutura compatível de cumprimento das políticas traçadas. Idealmente, as diretrizes da política devem fluir por toda a empresa a partir no nível mais alto da gerência. Em casos onde as estratégias de TI são distribuídas num amplo espectro de unidades de negócios semi-autônomas, crie uma abordagem de força-tarefa que estabeleça acordos de conformidade de cada unidade de negócios.

Defina normas corporativas de envolvimento com a comunidade de fonte aberta.

A comunidade em torno das soluções de fonte aberta estende-se além de seus programadores principais. Todo usuário faz parte do efeito de rede que impulsiona o modelo de software de fonte aberta. Cada adotante deve decidir cuidadosamente que nível de envolvimento terá com a comunidade em relação a cada produto que utiliza.

Estabeleça normas de envolvimento em relação aos seguintes fatores para cada solução de fonte aberta que você utilizar:

  • Nível 0: Alavanque a fonte aberta, mas não envolva a comunidade diretamente.
  • Nível 1: Submeta solicitações de recursos e relatórios de defeitos à administração da comunidade.
  • Nível 2: Submeta as soluções de problemas à comunidade para potencial inclusão nas distribuições de base.
  • Nível 3: Submeta novos recursos criados à comunidade para potencial inclusão nas distribuições de base.
  • Nível 4: Assuma ativamente a responsabilidade por uma solução de fonte aberta como sua mantenedora principal (ou seja, torne-se um líder da comunidade).

As empresas de TI que podem empregar efetivamente esses fatores para criar uma política de software comercial de fonte aberta encontrarão o maior número de benefícios a partir de uma grande quantidade de opções potenciais de fonte aberta disponíveis. Além do mais, a não adoção de uma política assim deixará as empresas cada vez mais vulneráveis a riscos técnicos e legais que ultrapassam os benefícios da utilização de sistemas de fonte aberta.

Você já ouviu falar em Informática Verde?

Tuesday, July 31st, 2007

Confrontados com a realidade preocupante do aquecimento global e do aumento nos custos da energia, muitos departamentos governamentais e empresas privadas de todo o mundo, estão analisando formas de proteger o meio ambiente.

Para lidar com o que tem sido cada vez mais considerado uma crise, surgiu um movimento global crescente direcionado a implementar sistemas preocupados com o meio ambiente. “Informática verde” é o nome associado a esse movimento, que representa uma forma responsável, do ponto de vista ambiental, de reduzir os desperdícios energéticos e ambientais.

Pensando nisso, o programa Energy Star da U.S. Environmental Protection Agency desenvolveu requisitos de conformidade para equipamentos. A Resolução 5646 da U.S. House of Representatives, passada em Julho de 2006, solicitou ao programa Energy Star da EPA uma pesquisa sobre:

- A quantidade de energia consumida pelos centros de dados corporativos e estatais;

- Medidas da indústria no sentido de desenvolver servidores eficientes em relação ao consumo de energia;

-Possíveis incentivos que convençam as empresas a optarem pela utilização de tecnologias com funções para poupar energia.

Na Europa, os departamentos governamentais definiram um conjunto de regulamentos ambientais que lidam com a gestão de desperdícios, reciclagem, eliminação de determinados tipos de lixo, emissões industriais e controle da poluição. A União Européia também planeja um sistema que pretende motivar as empresas a desenvolver voluntariamente seus próprios padrões e práticas ambientais.

O Energy Star calcula que a adoção da gestão de energia gerará uma economia de até US$ 100 por computador, um número significativo quando multiplicado pela quantidade de computadores que normalmente as organizações detêm. Essas práticas de gestão de energia podem ajudar a alcançar economias anuais calculadas de:

-US$ 10 a 30 por monitor, ao colocar os monitores inativos no modo de suspensão de baixo de consumo;

-US$ 15 a 45 por computador de escritório, ao colocar os computadores inativos (CPU, disco rígido, etc.) no modo de suspensão de baixo consumo.

FONTE - Módulo News

Intel pede aplicativos mais eficazes

Tuesday, July 31st, 2007
Segunda-feira, 28 de maio de 2007 - 10h02

Durante fórum de hardware que acontece em Las Vegas, o diretor da Intel Shekhar Borkar afirmou que o ritmo de inovação em chips deve perder o fôlego nos próximos anos.

Segundo Borkar, a indústria de processadores dobra a velocidade de seus equipamentos a cada 18 ou 24 meses, mas esta realidade não vai durar muito.

Borkar afirmou ao site americano Cnet que não existe mais uma ?via expressa livre? para explorar o desenvolvimento de novos chips. Para Borkar, a via está ?ficando congestionada, com velocidade mais lenta?.

O executivo afirmou que a indústria de software vai ganhar importância nos próximos anos para produzir aplicativos mais leves e mais eficientes no aproveitamento dos processadores.

Borkar avalia que nos últimos anos a produção de software concentrou esforços em soluções que exigem cada vez mais processamento, uma realidade que, diz ele, deve mudar no futuro.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Iomega estréia no Brasil HD externo de 750 GB

Tuesday, July 31st, 2007
Segunda-feira, 28 de maio de 2007 - 09h51

De acordo com o fabricante, o modelo HD Hi-Speedy é o de maior capacidade vendido pela empresa no Brasil e visa atrair usuários que trabalham com edição de fotos e vídeo, além dos que precisam fazer backup de grande quantidade de dados.

O HD é reconhecido automaticamente pelo MacOS e Windows (XP e Vista), diz a Iomega. A conexão pode ser feita por porta USB (2.0) ou Firewire (400 e 800). O HD pega 1,26 kg e tem dimensões de 22×12x3,4 cm.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Próximo Windows será feito para multicore

Tuesday, July 31st, 2007
Quinta-feira, 24 de maio de 2007 - 11h10

Ty Carlinson, diretor de estratégias técnicas da Microsoft, fez a afirmação durante palestra na conferência Future in Review, que acontece esta semana na Califórnia.

Carlinson afirma que o modo como a tecnologia está se desenvolvendo vai privilegiar computadores com vários processadores ou processadores de muitos núcleos.

Segundo o executivo, o Windows Vista foi desenvolvido para tirar proveito destas tecnologias, mas possui um limite.

Carlinson acredita que o Vista será eficaz em tirar proveito de chips com até 8 núcleos, mas não numa geração com 16 núcleos. ?No futuro, a engenharia do Windows será fundamentalmente diferente?, afirmou.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Erros ocorridos no setor de TI custam em média 400 mil euros por hora às empresas, diz pesquisa

Tuesday, July 31st, 2007

Erros ocorridos no setor de TI e que causam conseqüente interrupção de outros serviços podem gerar custos médios de até 400 mil euros por hora às empresas. A informação foi dada pela Global Switch, empresa especializada em data centers, a partir de uma pesquisa com diversas companhias e organizações européias.

Segundo o relatório, metade das empresas que oferecem serviços de suporte na área de TI considera que bugs com uma hora de duração podem acarretar em prejuízos que variam entre 14,6 mil e 73,1 mil euros para as corporações. Por sua vez, 23% das instituições financeiras que participaram do estudo estimam que, no seu caso, o custo fica entre 76,6 mil e 146,3 mil euros, enquanto 19% das mesmas acham que o valor se encontra entre 147,8 mil e 731,6 mil euros.

Ainda de acordo com o relatório, 47% das empresas entrevistadas alocam sua infra-estrutura de TI em suas próprias instalações, sendo que 55% das companhias do setor de Internet também mantém seus servidores internamente.

Analisando tais dados, a Global Switch aconselha que as companhias aloquem seus dados em um serviço externo de armazenamento e proteção, o que reduz o risco de suas atividades serem interrompidas por eventuais falhas.

FONTE - Módulo News

45% dos empregados roubam dados corporativos

Tuesday, July 31st, 2007

Uma pesquisa internacional com 900 profissionais que mudaram de emprego constatou que 45% deles roubaram dados corporativos quando saíram da companhia. O estudo foi realizado pela Liquid Machines, informa o site de notícias InformationWeek. Entre esses profissionais, 39% revelaram que imprimiram documentos confidenciais e copiaram informações sigilosas de seus e-mails . Eles também gravaram informações sensíveis em discos removíveis. Os dados demonstram, segundo os especialistas, que muitas companhias ainda pecam nas políticas de seguranças.

O estudo foi realizado no começo deste ano e dos 900 entrevistados 84% trabalharam em companhias nos Estados Unidos.