Archive for the ‘TI Verde’ Category

IBM vai reciclar placas de silício

Thursday, November 1st, 2007
Terça-feira, 30 de outubro de 2007 - 16h35

A IBM disse que pode remover propriedade intelectual de placas semicondutoras descartadas feitas de silício. A empresa poderá então vendê-las à indústria de energia solar que usa silício em células foto-voltaicas que geram eletricidade em cima dos telhados.

Todos os dias cerca de 250 mil placas são produzidas no mundo para fabricação de chips para celulares, computadores e para monitorar e controlar a produção, segundo um grupo da indústria de placas.

A IBM estima que 3,3 por cento dessas placas são jogadas fora, o que soma aproximadamente 3 milhões de placas descartadas por ano. A empresa calcula que o silício descartado poderia gerar 13,5 megawatts de energia solar.

Essa é uma pequena quantidade sobre todos o mercado solar global. A Sharp, maior fabricante mundial de painéis solares, produz cerca de 710 megawatts em células solares por ano. Mas segundo Eric White, engenheiro da IBM envolvido no desenvolvimento do novo processo de reciclagem, disse que conforme a indústria de semicondutores cresce, mais placas devem se tornar disponíveis para a indústria de energia solar.

A energia solar é responsável por menos de 1 por cento da eletricidade global, mas nos últimos anos as vendas de painéis solares têm crescido entre 30 e 40 por ano. Em 2007, a indústria solar empatou com a indústria de computadores em consumo de silício refinado, material que requer alta temperatura e grande quantidade de energia para ser produzido.

“Um dos desafios da indústria solar é a grande falta de silício, que ameaça afetar seu rápido crescimento”, disse Charles Bai, presidente financeiro da empresa chinesa de energia solar ReneSola, em comunicado sobre a reciclagem da IBM. “Esse é o motivo porque nos voltamos para os materiais fornecidos pela indústria de semicondutores para nos suprir da matéria prima que precisamos.”

Reuters

Bits sustentáveis

Monday, September 17th, 2007
Segunda-feira, 10 de setembro de 2007 - 18h40

ALEXANDRE BATTIBUGLI

NOKIA: baterias velhas prontas para ir para a reciclagem / ALEXANDRE BATTIBUGLI

NOKIA: baterias velhas prontas para ir para a reciclagem

A IBM está mudando de cor. Conhecida há décadas por Big Blue, a gigante quer trocar o azul pelo ecologicamente correto verde. E está pondo dinheiro nisso ? 1 bilhão de dólares por ano na criação de produtos e serviços que ajudem a reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental de seus data centers, como o que mantém na paulista Hortolândia, e dos clientes.

A IBM não está sozinha na cruzada ambiental. Outras integrantes do ranking INFO200, como Dell, HP, Unisys, EMC, Nokia e Motorola, entraram para a era verde. Não é à toa. A indústria de tecnologia da informação e comunicação (TIC) é responsável por cerca de 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2), calcula o instituto Gartner, um percentual muito próximo do da aviação. É também uma das que mais empregam recursos naturais no processo de fabricação ? um PC comum consome pelo menos dez vezes o seu peso em combustíveis fósseis e 1 500 litros de água, segundo a Universidade das Nações Unidas (UNU).

Mas não é só isso. A indústria de TI utiliza substâncias perigosas e não recicláveis durante o ciclo de produção. E com o barateamento das máquinas, as vendas crescem e, em conseqüência, aumenta o consumo de energia elétrica, muitas vezes gerada por fontes não-renováveis.

Apesar do tamanho do problema, ainda são poucas as empresas do setor que tomam atitudes sérias para melhorar processos e produtos. No Brasil, apenas 18 das 200 participantes do ranking INFO200 informaram possuir a certificação ISO 14 000, que atesta a responsabilidade ambiental no desenvolvimento de suas atividades.

O engajamento nas hostes ecologicamente corretas é, no entanto, uma questão de tempo. O barulho feito em torno do tema por ativistas tem levado cada vez mais consumidores a considerar as questões ambientais em suas decisões de compra. Logo, as empresas terão de ir além do superficial. ?Nos próximos cinco anos, as pressões financeiras, ambientais e legislativas forçarão as empresas de TIC a começar a investir pesadamente numa política ambiental?, afirma Simon Mingay, vice-presidente de pesquisas sobre sustentabilidade do Gartner.

Para os fabricantes de hardware, não há outro caminho a não ser produzir itens com material reciclável e que consumam níveis cada vez mais baixos de energia. Quem conseguir um selo Energy Star, criado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos (EPA), tende a conquistar muito mais clientes. Graças aos produtos com o selo, no ano passado, os americanos economizaram 14 bilhões de dólares e deixaram de emitir gases de efeito estufa num volume equivalente ao produzido por 25 milhões de carros.


IBM: projeto para reduzir o consumo de energia no data center

CHIPS VERDES

Ser verde tornou-se uma questão de sobrevivência. Segundo a consultoria IDC, atualmente são gastos em energia cerca de 50 centavos para cada dólar investido em equipamentos de TI. Acredita-se que esse valor vá crescer 54% nos próximos quatro anos. ?Coma elevação dos custos de manutenção, as empresas começam a escolher fornecedores preocupados com o consumo de energia?, afirma Marcel Saraiva, gerente de servidores da Intel para a América Latina.

Atenta a essas questões, a Intel uniu a preocupação com o meio ambiente ao avanço tecnológico em seus processadores de múltiplos núcleos. O processador Core 2 Duo para desktops oferece até 40% de aumento no desempenho e mais de 40% de eficiência no consumo de energia, comparado a chips de gerações anteriores. Nos servidores, o processador Xeon, que sozinho consumia em torno de 130 watts, foi substituído por um modelo de quatro núcleos que reduziu o consumo para cerca de 50 watts, segundo Saraiva.

ECONOMIA VIRTUALIZADA

Já a AMD, atua numa frente mais ampla. No mês passado, apresentou o sétimo plano anual de metas para a redução da emissão de gases de efeito estufa em fábricas, escritórios e produtos. Desde 2002, a empresa vem diminuindo em mais da metade as emissões de gases e se compromete a cortá-las em mais 33% até 2010.

Servidores e PCs com menos fome de eletricidade compõem o lado verde da Dell. A empresa lançou os notebooks Latitude D430, D531, D630 e D830 e a estação de trabalho móvel Precision M4300, todos compatíveis com o novo padrão Energy Star 4.0 da EPA.

Na HP Brasil, a preservação do meio ambiente começa em casa. ?Nossa meta é reduzir em 20% o consumo de energia em nossas operações até 2010?, afirma Kami Saidi, diretor de operações para o Mercosul. A empresa espera alcançar esse resultado com produtos que utilizem menos de 50% da eletricidade consumida por modelos anteriores. Além disso, a HP recolhe as baterias de notebooks e handhelds e os cartuchos das impressoras.

A consolidação de servidores e as máquinas virtuais dão sua contribuição à saúde do planeta nas corporações. ?A virtualização ajuda a reduzir o número de máquinas, o espaço ocupado e a conta de energia?, diz André Vilela, diretor de soluções corporativas da Unisys para a América Latina. Além de usar internamente a virtualização, a Unisys implanta a tecnologia nos clientes, com servidores desenhados para atender às novas exigências do mundo alarmado pelo aquecimento global. Segundo estudo da Unisys, 200 servidores tradicionais consomem 2 365 200 kWh por ano, emitindo 1 100 toneladas de CO2. Com a nova arquitetura, essas 200 máquinas podem ser substituídas por seis servidores que consomem 126 144 kWh e emitem 81 toneladas de CO2 por ano.

STORAGE LIMPO

Um dos dispositivos que mais desperdiçam energia é o HD, que gira mesmo quando não está em uso. Estima-se que 7% da energia do mundo escoe pelo ralo do armazenamento de dados. Por causa disso, a EMC resolveu partir para produtos que ofereçam mais terabytes por menos quilowatts. O novíssimo storage EMC Centera consome até 67% menos energia queo modelo anterior, fornecendo desempenho 50% superior, segundo Hermann Pais, diretor de inovação tecnológica para a América Latina.

Com mais de 106,6 milhões de usuários de celular no país, os fabricantes de telefones fazem a sua parte pelo meio ambiente. A Motorola estimula os clientes a descartar as baterias em seus postos de serviço. O material é armazenado em Jaguariúna, interior paulista, e dali segue para a reciclagem na França. Otávio Valente, gerente de meio ambiente da Motorola, diz que, de 1999 até hoje, a fabricante já embarcou mais de 150 toneladas de baterias para reciclagem. E no mês passado, iniciou aqui o programa de recolhimento de aparelhos celulares.

A Nokia também mantém um programa de reciclagem de baterias no Brasil. As baterias coletadas são armazenadas em Alphaville, na Grande São Paulo, e depois encaminhadas para a reciclagem fora do país ? Chicago é o destino preferencial ?, para que substâncias como cádmio, aço e níquel sejam reaproveitadas. Já o plástico e os circuitos internos são incinerados para a geração de energia elétrica. Há dois anos, a empresa também recicla os aparelhos ? de 60% a 85% dos componentes são reaproveitáveis.

Enquanto Motorola e Nokia lidam com a poluição de seus pequenos produtos, a IBM topa o desafio de tornar mais eficientes os 750 mil metros quadrados de data centers que possui mundo afora. Nos próximos três anos, a empresa espera duplicar sua capacidade computacional sem aumentar o consumo de energia e a conseqüente emissão de CO2. Como? Com muita tecnologia. A IBM Research desenvolveu, por exemplo, o MMT, um jeito de coletar os dados térmicos de um data center e gerar um mapa 3D do ambiente, para ajudar a identificar os pontos quentes e refrescá-los.

?Com essa e outras tecnologias, um data center típico de dois mil metros quadrados poderá reduzir em até 40% seu consumo de energia?, estima Carlos Eduardo Pane, executivo de projetos de comunicações integradas da IBM. Mais que uma medida ecologicamente correta, essa ação vai ajudar a IBM a reduzir custos, fortalecer sua imagem no mercado e ainda turbinar a receita com a venda de produtos e serviços de melhoria energética aos clientes. Sustentabilidade é isso aí.

Por Françoise Terzian, da INFO, edição de agosto de 2007

Data centers consomem demais, diz estudo

Friday, August 24th, 2007
Terça-feira, 21 de agosto de 2007 - 10h28

Segundo relatório produzido para a Agência Nacional de Energia dos Estados Unidos, o consumo de energia elétrica por centrais de data centers dobraram nos últimos sete anos.

O mesmo relatório aponta uma tendência crescente de consumo por estas centrais.

A agência avalia que a necessidade das pessoas e empresas em armazenar dados deve continuar crescendo nos próximos anos, mas não vê com bons olhos a expansão no consumo de energia.

Segundo o relatório, as empresas de TI precisam se esforçar mais para encontrar soluções que sejam mais econômicas.

Entre as idéias de TI verde apresentadas pelo estudo estão desenvolver aplicativos que demandem menos requisições ao disco dígido e hardwares que precisem de menos refrigeração.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Você já ouviu falar em Informática Verde?

Tuesday, July 31st, 2007

Confrontados com a realidade preocupante do aquecimento global e do aumento nos custos da energia, muitos departamentos governamentais e empresas privadas de todo o mundo, estão analisando formas de proteger o meio ambiente.

Para lidar com o que tem sido cada vez mais considerado uma crise, surgiu um movimento global crescente direcionado a implementar sistemas preocupados com o meio ambiente. “Informática verde” é o nome associado a esse movimento, que representa uma forma responsável, do ponto de vista ambiental, de reduzir os desperdícios energéticos e ambientais.

Pensando nisso, o programa Energy Star da U.S. Environmental Protection Agency desenvolveu requisitos de conformidade para equipamentos. A Resolução 5646 da U.S. House of Representatives, passada em Julho de 2006, solicitou ao programa Energy Star da EPA uma pesquisa sobre:

- A quantidade de energia consumida pelos centros de dados corporativos e estatais;

- Medidas da indústria no sentido de desenvolver servidores eficientes em relação ao consumo de energia;

-Possíveis incentivos que convençam as empresas a optarem pela utilização de tecnologias com funções para poupar energia.

Na Europa, os departamentos governamentais definiram um conjunto de regulamentos ambientais que lidam com a gestão de desperdícios, reciclagem, eliminação de determinados tipos de lixo, emissões industriais e controle da poluição. A União Européia também planeja um sistema que pretende motivar as empresas a desenvolver voluntariamente seus próprios padrões e práticas ambientais.

O Energy Star calcula que a adoção da gestão de energia gerará uma economia de até US$ 100 por computador, um número significativo quando multiplicado pela quantidade de computadores que normalmente as organizações detêm. Essas práticas de gestão de energia podem ajudar a alcançar economias anuais calculadas de:

-US$ 10 a 30 por monitor, ao colocar os monitores inativos no modo de suspensão de baixo de consumo;

-US$ 15 a 45 por computador de escritório, ao colocar os computadores inativos (CPU, disco rígido, etc.) no modo de suspensão de baixo consumo.

FONTE - Módulo News

Intel vai banir chumbo de processadores

Thursday, June 28th, 2007
Terça-feira, 22 de maio de 2007 - 14h16

Divulgação

O chumbo destas placas vai sumir / Divulgação

O chumbo destas placas vai sumir

A fabricante anunciou esta semana, na Califórnia, um conjunto de esforços para tornar seus produtos mais ecológicos. A principal promessa é banir totalmente o uso de chumbo na produção de chips.

Atualmente, o chumbo - metal de ótimas qualidades elétricas e mecânicas porém altamente poluente ? é usado na composição de ligas metálicas usadas em barramentos e conexões que ligam os diferentes circuitos de um chip a placa-mãe e outros componentes

A Intel promete substituir o chumbo por um novo componente, menos poluente, que mistura prata e latão. Ao falar sobre o novo tipo de liga, o diretor de desenvolvimento de novas tecnologias da Intel, Nasser Grayeli, afirmou que elas usam ?um molho secreto especial?. Grayeli afirma que a Intel trabalhou ?por anos? para desenvolver a liga que liberta os chips do chumbo.

Segundo a Intel, a nova geração de chips da fabricante com arquitetura de 45 nanômetros sairá de fábrica totalmente sem chumbo. A linha45nm Hi-k será composta de modelos dual core, quad-core e Xeon.

A fabricante promete disponibilizar estes chips ainda este ano. A Intel diz ainda que até o final de 2008 eliminará totalmente o chumbo dos chips de 65nm.

No mesmo sentido, a empresa prometeu implementar novas tecnologias ao longo do ano para diminuir a perda de energia no processamento de dados.

Processadores mais econômicos também fazem parte da estratégia de TI verde da companhia, afirmou a Intel.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Intel e Google criam plano para salvar luz

Friday, June 15th, 2007
Terça-feira, 12 de junho de 2007 - 19h42

O novo programa também agrega empresas de tecnologia como Dell, Hewlett-Packard, IBM e a gigante de softwares Microsoft, além de outras.

O programa vai estabelecer novas metas de eficiência para computadores e ferramentas de software para administrar o consumo de energia.

O objetivo é fixar o novo alvo de 90 por cento de eficiência para o fornecimento elétrico, disse Urs Holzle, vice-presidente sênior de operações do Google.

Isso reduziria as emissões de gases causadores do efeito estufa em 54 milhões de toneladas por ano e economizaria mais de 5,5 bilhões de dólares em custos de energia, disse ele em um encontro na sede do Google na cidade de Mountain View, Califórnia.

O programa, que também inclui o World Wildlife Fund (WWF), a agência de proteção ambiental dos EUA e a empresa de serviços públicos californiana PG&E . seguirá os padrões Energy Star da agência de proteção ambiental para eficiência em energia.

Esses padrões exigem que o fornecimento de energia para computadores pessoais atinjam pelo menos 80 por cento de eficiência. Esse patamar crescerá para 90 por cento até 2010 sob a nova iniciativa climática.

Por Leonard Anderson, da Reuters