Archive for the ‘Tecnologia da Informação’ Category

Software livre gera economia de R$ 147 milhões para o Governo do Estado

Monday, September 29th, 2008

Governo do Paraná declara uma economia direta de R$ 147 milhões com a adoção do Software Livre nos serviços públicos. Não está computado neste estudo o valor gasto em implantação, treinamento, satisfação do usuário e o tempo para executar as tarefas.

Ouça a matéria no site da CBNMaringá.
http://www.cbnmaringa.com.br/?page=noticia&id_noticia=22030

Mercado nacional deve aumentar investimentos em TI

Monday, September 29th, 2008

por IT Web

26/09/2008

Pesquisa da Mayer&Bunge Informática (MBI) mostra tendência de crescimento dos recursos para TI em 64% das empresas no País

As empresas que atuam no mercado brasileiro destinam, em média, cerca de 3% de sua receita a investimentos em tecnologia da informação. Mas quase 42% das empresas passam dos 4% nessa proporção, e 28% delas injetam até 1% do faturamento em TI. As conclusões são resultado de pesquisa realizada pela Mayer&Bunge Informática (MBI) para a Impacta Tecnologia.
Em comparação com 2007, 15% das empresas calculam uma redução dos investimentos em TI ao longo de 2008, 21% mantêm o mesmo nível de recursos e 64% projetam crescimento.

A expansão observada na pesquisa será aplicada no atendimento de necessidades internas, como alocação de recursos, treinamento e manutenção. Cerca de 30% dos orçamentos destinados a novos projetos de TI têm como meta algum tipo de integração de um único sistema de informação dentro da própria empresa. Outros 26% dos respondentes apontaram implementação de aplicações estratégicas com foco em competitividade.

A pesquisa identificou que as despesas de TI são consumidas majoritariamente por gastos com pessoal. 23% destinam-se a manutenção de hardware, software e telecom.

Segundo a MBI, o estudo abrangeu 185 empresas, sendo 65% delas de médio e grande portes (com 500 ou mais funcionários). A margem de erro é estimada em 7%.

Acesso à internet é integral na maioria das empresas, diz pesquisa do NIC.br

Wednesday, August 20th, 2008

Por: Karin Sato
11/07/08 - 08h36
InfoMoney

SÃO PAULO - A maioria das empresas é dependente do computador, equipamento que está presente em 95% das organizações, sendo que, em 97% delas, o acesso à internet é quase integral. Ou seja, cerca de 92% das empresas com dez funcionários ou mais possuem acesso à rede.

O estudo apurou ainda um crescimento no percentual de empresas que têm rede sem fio, de 17% em 2006 para 28% no ano passado, ao passo que a porcentagem daquelas que têm rede com fio diminuiu de 87% para 77%.

Os dados constam da terceira edição da Pesquisa sobre Uso da tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil - TIC Empresas, produzida pelo Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) e divulgada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR).

Ela foi realizada entre os meses de outubro e novembro de 2007 com 2,3 mil empresas, com dez funcionários ou mais, pertencentes ao setor organizado da economia no Brasil, listadas na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e no Cadastro Central de Empresas do IBGE.

Outros dados interessantes
Na análise por regiões, o Sudeste possui o maior número de funcionários utilizando computador e acessando página na internet, com uma média de 56%. A região também é recordista quanto ao uso de rede (81% possuem rede LAN com fio; e 39% possuem intranet), e também posse de site (52%).

O Norte e o Nordeste também possuem índices altos de uso de computador (93% e 98%, respectivamente), mas utilizam menos outras tecnologias sofisticadas.

Segurança
No que se refere à segurança na rede, menos da metade (40%) das empresas que possui a partir de dez funcionários conta com uma política de segurança ou de uso aceitável de recursos de TI ou comunicação. No entanto, esse hábito aumenta na mesma medida do porte da organização, chegando a ser 81% entre aquelas que têm mais de 250 funcionários.

O uso das tecnologias de segurança (antivírus, anti-spyware, firewall, entre outros) se mantém constante entre 2006 e 2007. O uso do anti-spam cresceu 18 pontos percentuais, o que sugere uma ação efetiva para controle destes e-mails.

Empresas compram pela internet
A pesquisa apurou ainda que as empresas utilizam cada vez mais a internet para fazer compras. Em 2006, eram 52%. No ano passado, o percentual foi de 64%. Os dados mostram que, quanto maior o porte da empresa, maior o percentual de compras on-line, seja via e-mail, seja via formulário.

Entre as companhias que têm de 10 a 49 funcionários, 62% já realizaram algum pedido e, entre as que têm de 50 a 49 funcionários, 69%; entre aquelas com mais de 250 funcionários, o percentual foi de 78%.

Software livre
O uso de softwares livres permaneceu estável na comparação com 2006, sendo preferência em 28% das empresas. No entanto, essa preferência varia de acordo com o porte da organização. Entre aquelas com mais de 250 colaboradores, 61% usam softwares livres.

Já o uso de pacotes ERP para integração de dados e processos engloba 47% das empresas, sendo que 40% delas utilizam aplicativos CRM para gerenciar informações de clientes.

Especialista em TI é valorizado
Aumentou de 17% (2006) para 20% (2007) o número de empresas que contrataram especialistas em TI. Todavia, cresceu também o percentual de empresas com dificuldade para contratar esses especialistas, que são raros no mercado.

Em 2006, 28% das empresas se queixaram de dificuldade para tal. No ano passado, o percentual de empresários com este problema foi de 38%. De acordo com o estudo, a dificuldade pode estar diretamente relacionada ao aumento da demanda, sendo um pouco menor no Sudeste.

Pequenas empresas utilizam blogs para dialogar com o consumidor

Wednesday, August 20th, 2008

Por: Karin Sato
10/07/08 - 08h26
InfoMoney

SÃO PAULO - O blog corporativo é uma tendência no Brasil, mas que já está consolidada no exterior. Segundo o consultor empresarial da Deloitte e autor do livro “blog Corporativo”, Fábio Cipriani, é natural que uma ferramenta interessante e dinâmica para promover o diálogo entre as empresas e o mercado passe a ser adotada por empresas que possuem um perfil aberto.

“Tenho acompanhado a blogosfera corporativa brasileira desde 2005 e estou bastante satisfeito com o resultado até então”, conta.

É vantajoso para empresas de quaisquer portes ter um blog corporativo. Embora muitas empresas utilizem a ferramenta visando ao aumento das vendas, o blog não é uma ferramenta de e-business.

“É um mecanismo de diálogo. A conseqüência do seu uso pode ser o aumento das vendas e da visibilidade da sua marca. Por meio do blog, você torna a empresa mais humana e, em contrapartida, estimula a satisfação de seus clientes”, explica o especialista.

Usos mais comuns
Segundo ele, os usos mais comuns voltados para o público externo são comunicação e marketing, inteligência competitiva, relações públicas, gestão de relacionamento com clientes e suporte ao cliente. Já para o público interno são comunicação interna, gestão de projetos e gestão do conhecimento.

“O principal e mais direto benefício para as pequenas empresas é o posicionamento em ferramentas de busca. Elas geralmente destacam páginas atualizadas periodicamente e que possuem links em outras páginas apontando para elas”, conta.

“Isso ajuda na visibilidade dos produtos e coloca a empresa em evidência em um mercado amplo, no qual, certamente, existem diversos consumidores, mesmo que o seu produto seja bem específico. Para muitas pequenas empresas, o blog é o passaporte para encontrar oportunidades de negócio em escala nacional”.

Empreendedores contam suas experiências
A consultoria de comunicação on-line TrendHunter é uma das pequenas empresas de São Paulo que apostou no blog. O sócio da empresa, José Maria Granado, conta que se trata de uma ferramenta “mais viva, mais rápida de ser desenvolvida e atualizada”.

Segundo ele, o blog é usado para divulgar conteúdo que agregue valor ao core business da empresas, cases e oportunidades especiais de comunicação. “Como uma das principais tendências de comunicação é transformar publicidade em conteúdo relevante para o consumidor, o blog da TrendHunter fala sobre tendências de comunicação, se tornando uma referência no assunto dos serviços que prestamos. E, se a empresa é referência de informação, vira referência no serviço que presta”, explica.

Granado conta que a experiência deu certo. “Alguns clientes atuais, quando ficaram sabendo da nossa existência e entraram em contato conosco, tiveram como primeira porta de entrada o blog. Gostaram do que viram, o que fez com criássemos um contato positivo”. Mas o objetivo principal da TrendHunter não é a captação de clientes, e sim o fortalecimento da marca, e isso os empresários conseguiram.

Quem também apostou no blog corporativo foi André Garcia, dono da loteria on-line Sorte Grande, localizada em Indiana-SP. Em sua página, é possível visualizar os serviços que a empresa oferece. “Criei um blog por conta da atualização rápida e fácil, bem como porque gostaria de ampliar a interação com os clientes”, diz ele. Satisfeito, o empresário revela que o número de clientes aumentou até 20% com o blog. “Recomendo a outros empreendedores”, conclui.

Erros mais comuns
Questionado pela reportagem sobre quais são os erros mais comuns das micro, pequenas e médias empresas, quando o assunto é blog, Cipriani responde que, no universo das empresas de menor porte, é difícil errar. “Muitas fizeram do blog a sua primeira página da rede, fato que, por si só, já é muito importante”.

“Mas, aplicando um olhar crítico, o blog dessas empresas dificilmente carrega a marca e as cores da empresa, e identidade é importante. Ainda temos muito a evoluir, não apenas com relação aos blogs, mas também quanto às redes sociais. Além disso, o conteúdo é importante: o blog não é uma mera vitrine de produtos, só comece um se você tem algo a dizer e quer ouvir a opinião de terceiros”, aconselha.

A chegada dos blogs corporativos ao Brasil
De acordo com o consultor empresarial da Deloitte, o Brasil começou um pouquinho atrasado na comparação com os demais países, quando o assunto é blog corporativo.

“Mas o crescimento, de certa forma, acompanha os outros países. Inclusive nas mesmas proporções entre diferentes tamanhos de empresas. Como ocorre lá fora, as pequenas empresas por aqui são aquelas que adotaram em maior escala a ferramenta, por conta da flexibilidade na adoção de novidades das escalas hierárquicas menores [o que significa menos burocracia]”, finaliza.

Serviço:

Veja os endereços dos blogs dos participantes desta matéria:

  • Fábio Cipriani: www.blogcorporativo.net
  • TrendHunter: htt://blog.trendhunter.com.br
  • Sorte Grande: http://blog.sortegrande.com.br

Mobilidade melhora eficiência de empresas

Thursday, August 14th, 2008

Claudia Rondon, do Plantão INFO

Segunda-feira, 16 de junho de 2008 - 14h07

Para diretores de TI, roubo interno de dados é mais ameaçador do que hackers

Monday, July 21st, 2008

Por: Karin Sato
09/06/08 - 12h55
InfoMoney

SÃO PAULO - Mais de 80% dos 103 diretores de Tecnologia da Informação entrevistados para a pesquisa da Secure Computing, empresa de segurança de gateway corporativo, temem mais as ameaças internas - definidas como o vazamento não intencional de dados ou roubo deliberado de informações - do que as externas, originadas por hackers.

O motivo pode estar no fato de que 37% dos entrevistados vivenciaram o vazamento de informações sensíveis no ano passado. Não por acaso, nas empresas, os maiores investimentos têm como foco a segurança interna, com 35% dos diretores de TI identificando-a como seu investimento planejado prioritário.

Calcanhar de Aquiles das empresas
O e-mail é considerado o ponto fraco das empresas, sendo identificado como o maior risco atual para a segurança das organizações, com 34% dos votos dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece a ferramenta Voz sobre IP (25%).

Depois, está a navegação na internet (21%). Apesar da aparente confiança, quatro em cada cinco entrevistados, ou seja, 79% do total, acreditam que poderiam estar mais bem preparados contra as ameaças propagadas via internet.

Hackers não são principal problema
Ao contrário do que se poderia pressupor, menos de um em cada cinco entrevistados, o que representa um total de 17%, acredita que as ameaças enviadas por hackers são as mais perigosas. Na realidade, elas constituem a menor área de aflição. De qualquer maneira, o malware parece ser a principal dor de cabeça, com 56% identificando isto como a sua maior preocupação.

Mudança de paradigma
Curiosamente, a segurança de TI está em ascensão na agenda das empresas. Ela começou a ser vista como um habilitador genuíno do negócio. Apenas um a cada dez entrevistados (11%) acredita que o investimento é um “mal necessário”. A sensação de todos os demais é de que se trata de um investimento tão importante quanto qualquer outro projeto de TI.

“É fascinante ver como as percepções do cenário da ameaça entre os responsáveis sêniores pelas decisões de TI estão evoluindo, com a ameaça interna e o vazamento de dados entre as preocupações principais dos diretores de TI”, afirma o diretor regional de vendas para o Reino Unido, Irlanda, África do Sul e Israel da Secure Computing, Kieran Lees.

O estudo foi realizado entre os participantes sêniores da Infosecurity Europe, no Olympia Grand Hall em Londres, entre os dias 22 e 24 de abril.

Mercado de outsourcing de TI deve chegar a R$ 15,2 bilhões este ano

Tuesday, July 15th, 2008

Por: Karin Sato
19/05/08 - 16h19
InfoMoney

SÃO PAULO - Foram gastos, no ano passado, R$ 12,3 bilhões com a terceirização de Tecnologia da Informação no País. Para este ano, a expectativa é de que essa cifra chegue a R$ 15,2 bilhões, representando 32% do total de investimentos em TI, que devem alcançar a casa dos R$ 46,2 bilhões.

Os dados fazem parte do estudo anual da E-Consulting, boutique de conhecimento que atua em criação, desenvolvimento e implementação de serviços profissionais em TI, Telecom, Mídia, Internet e Contact Center para grandes corporações.

Tipos de serviços demandados
O estudo revela que, enquanto a terceirização de infra-estrutura já atingiu níveis importantes de penetração, visto que é o setor mais maduro do mercado de outsourcing, outras duas frentes têm sido responsáveis pelo crescimento deste segmento de mercado: o outsourcing de desenvolvimento e a implantação de BPOs (Business Process Outsourcings), que ainda é incipiente e deve crescer.

“A percepção das empresas de transferir o back-office para parceiros e se concentrarem em seu core business para garantir vantagens competitivas ainda é o grande impulsionador do desenvolvimento deste mercado. Mas desenvolvimento, gestão e até mesmo processos ganham força e espaço”, comenta o sócio-fundador da E-Consulting Corp. (empresa do Grupo ECC), Daniel Domeneguetti.

A gestão da terceirização de TI deixou de servir apenas para a implantação de equipamentos sofisticados ou de sistemas de última geração e passou a ser adotada para práticas administrativas e operacionais, processos, expertises em governança corporativa e de aplicações voltadas à competitividade.

“Quando não se deseja abrir mão dessas atividades core de TI, a terceirização da parte de menor valor agregado em TI (essencialmente infra-estrutura, hardware e software) se torna a tônica em muitas empresas, permitindo que ela se concentre em atividades mais estratégicas de TI”, completa.

HP avisa canais sobre roubo de computadores

Monday, March 10th, 2008

por Reseller Web

07/03/2008

Fabricante disponibilizou uma página na internet onde é possível identificar o modelo e o número de série dos computadores roubados

A HP se pronuncia sobre o roubo de 1784 notebooks e 205 desktops, ocorridos no dia 1º de março, na fábrica da Foxconn, que produz computadores da marca, no interior de São Paulo.

A fabricante disponibiliza um site, no qual é possível identificar as máquinas levadas pelos assaltantes por meio do modelo e do número de série.

Segundo a HP, a iniciativa tem por objetivo proteger seus parceiros e clientes.

No comunicado, a companhia avisa: “o recebimento ou a aquisição, por qualquer meio, de equipamentos roubados, pode caracterizar crime de receptação, conforme previsto no artigo 180 do Código Penal Brasileiro”.

A companhia recomenda ao mercado que, caso alguém identifique produtos da lista que consta no site, que se dirija a uma delegacia para reportar o ocorrido.

“Informamos, ainda, que a HP se reserva o direito de não honrar a garantia dos equipamentos acima listados”, encerra a nota oficial.

Troca de geração

Thursday, February 28th, 2008

A distribuidora de gás natural Comgás salta do Windows 2000 direto para o Vista e obtém melhorias de produtividade e de segurança

Cibele Gandolpho

 

Diminuir falhas técnicas, aumentar a produtividade nas tarefas diárias e reforçar a segurança da rede foram alguns dos motivos que fizeram a Comgás, distribuidora de gás natural, migrar em novembro de 2007 todo seu parque de desktops e notebooks para o sistema operacional Windows Vista, da Microsoft. Com mais de 500 mil clientes em 177 municípios do estado de São Paulo, a Comgás, controlada por duas grandes empresas de energia do mundo, Shell e British Gas, investiu 2 milhões de reais no upgrade do Windows.

 

Durante seis meses a distribuidora implementou o projeto e migrou mil computadores que ainda rodavam o Windows 2000 diretamente para o Vista, sem passar pela versão XP. As máquinas, alocadas na sede administrativa da empresa, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, e em unidades no interior do estado, também receberam o Office 2007 Professional. Roberto Newton Carneiro, CIO da Comgás, explica que a empresa cogitou migrar para a versão XP, mas a idéia logo foi colocada de lado.?Teríamos pouco tempo para fazer investimentos em uma nova migração. O Vista ainda não está totalmente maduro, mas nenhuma versão é 100% estável. Fizemos uma análise e resolvemos correr esse risco?, afirma Carneiro.

 

Durante o Programa de Adoção de Tecnologia, promovido pela Microsoft entre grandes empresas, muitas delas assumiram o compromisso de migrar uma parte de seu parque de máquinas para o Windows Vista. A Comgás foi uma das primeiras a adotar integralmente o sistema operacional. Apesar do pouco tempo de uso da nova versão, a companhia já consegue mensurar os benefícios trazidos pela migração. ?Antes, utilizávamos muitas planilhas em Excel para diversos relatórios. Não era possível identificar o que era pessoal ou o que era relacionado à empresa. Agora conseguimos ter um controle do que é salvo nos servidores por meio do Office 2007 Professional. Essa extensão do Windows também é mais flexível e nos permite melhorar a produtividade nas atividades diárias, com maior segurança?, diz Carneiro. Entre as melhorias, há um firewall bidirecional, um sistema de contas de usuário mais seguro e criptografia de discos. ?Conseguimos fazer busca de arquivos com mais rapidez?, afirma Carneiro.

 

 

Resolver o problema de compatibilidade também foi um desafio para a Comgás. Como muitos aplicativos de mercado ainda não são compatíveis com o Vista, alguns bugs surgiram. ?Identificamos telas de sistemas que não funcionaram, como, por exemplo, no CRM e na solução de geolocalização, dois sistemas estratégicos. Mas solicitamos adequações à Microsoft e tudo foi resolvido?, diz Carneiro.

 

Durante a implementação do projeto, vários pontos de gargalo foram identificados, principalmente no relacionamento com os usuários. Houve resistência à nova interface gráfica e aos aspectos de usabilidade do Windows Vista, que são diferentes das versões anteriores. ?Aquele botão que você está acostumado a salvar arquivos já não é mais igual no Vista?, diz Carneiro. A solução foi investir em treinamento para o público interno e criar uma central de esclarecimento de dúvidas. Somente usuários que participassem do treinamento teriam as máquinas convertidas para o novo ambiente. Isso permitiu à área de TI ter a certeza de que os problemas de adaptação seriam minimizados antes da implantação. ?Depois de alguns dias usando o Vista, os novos menus de navegação já não causavam embaraço. Eles permitem chegar com poucos cliques a qualquer uma das pastas que contêm documentos, fotos, músicas e vídeos?, afirma Carneiro. Como toda tecnologia que causa impacto, o Vista virou alvo permanente das críticas dos funcionários. ?Tudo o que dava defeito no computador, os usuários logo achavam que a culpa era do Windows Vista. Apesar dessa atribuição, ficou constatado que os problemas em nada tinham a ver com o novo sistema operacional?, afirma Carneiro.

 

Para 2008, o plano da Comgás é expandir o uso do Vista, incorporando novos recursos e produtos. Algumas dessas facilidades visam melhorar o ambiente de trabalho colaborativo na Comgás, como é o caso do Office Communicator, que permite aos usuários trocar mensagens instantâneas de vídeo ou de voz, e ainda o Share Point, ferramenta que leva o ambiente de trabalho para a internet.

A economia do grátis

Wednesday, January 9th, 2008
Terça-feira, 08 de janeiro de 2008 - 17h12

É possível entregar produtos e serviços de graça e ainda assim ganhar dinheiro? Pelo menos no mundo online, a resposta é sim, e a economia do grátis é uma tendência inevitável, de acordo com uma idéia levantada por Chris Anderson, editor da revista Wired. Anderson, que deve publicar um livro sobre o tema no segundo semestre de 2008, argumenta que muitos dos custos ligados à tecnologia da informação — sejam eles de armazenamento, de processamento ou de telecomunicações — estão caindo de forma vertiginosa e tendem a zero. “O custo de guardar ou transmitir 1 kilobyte de dados é tão baixo que nem é mais medido. Em pouco tempo, o mesmo vai ser verdade para 1 megabyte e, no momento seguinte, para 1 terabyte”, escreveu ele num artigo recentemente publicado na revista inglesa The Economist. Esse movimento formidável de aumento de capacidade com redução de custos — expresso de forma definitiva na Lei de Moore, que afirma que a cada 18 meses dobra o poder de computação dos microchips e os preços caem pela metade — já tem impacto claro em algumas indústrias, como a da música. Outro caso clássico é o Google, empresa que deve passar dos 15 bilhões de dólares de faturamento neste ano oferecendo a imensa maioria de seus serviços de graça. Mas existem efeitos não tão óbvios assim. A indústria da televisão, por exemplo, tem de se transformar por causa da emergência de serviços como o YouTube, que se aproveita dos custos decrescentes de infra-estrutura tecnológica para oferecer uma coleção virtualmente infinita de vídeos, com a comodidade de se assistir somente o desejado, na hora mais conveniente. De uma maneira ou de outra, argumenta Anderson, todos os negócios tocados pela internet — e eles são muitos — vão ser influenciados pela economia do grátis.

Muitos dos inúmeros serviços gratuitos oferecidos na internet são pagos com o dinheiro dos anunciantes. Esse modelo de negócios, que tradicionalmente se aplicou à TV aberta e ao rádio, está se expandindo. No negócio da música, a equação é um pouco diferente: o dinheiro vem cada vez mais das performances ao vivo e menos da venda de discos. Mas a distribuição gratuita de faixas é essencial para angariar fãs e, conseqüentemente, fazer boas turnês. Em outubro, a banda de rock inglesa Radiohead ganhou as manchetes ao lançar um disco pela internet. Supostamente cansados da “exploração injusta” das gravadoras, eles decidiram cortar o intermediário e oferecer suas músicas num site. Os fãs poderiam pagar quanto quisessem pelo disco — ou simplesmente baixá-lo de graça (pesquisas posteriores indicaram que somente 40% dos fãs fizeram uma contribuição, de 6 dólares em média). “Hoje, ganhamos dinheiro principalmente fazendo shows”, disse Thom Yorke, o líder da banda, numa entrevista recente. O negócio das gravadoras, que sempre se baseou na venda de gravações e na distribuição de produtos físicos, pode estar diante da maior crise de sua história. Mas, para os músicos, a doação de suas criações e até mesmo a disseminação de suas músicas por meio da pirataria passaram a ser parte integral da viabilidade econômica.

A abundância da tecnologia digital também está por trás de um dos modelos de negócios mais inovadores dos últimos tempos, o das empresas aéreas de baixo custo. Graças a novos e modernos sistemas de informação, as mais agressivas empresas aéreas européias podem cobrar menos de 10 dólares por uma passagem dentro do continente. É evidente que uma viagem custa muito mais caro que isso, e os custos são cobertos com a venda de uma série de outros serviços, como refeições nos vôos, manuseio de bagagem e diversos itens relacionados a viagens, como aluguel de carros e diárias de hotéis. E, é claro, essas empresas também têm vantagens econômicas ao planejar suas rotas sempre envolvendo aeroportos secundários, que oferecem taxas de operação muito mais baixas que as dos grandes centros. Ao redefinir o negócio da aviação em torno do transporte aéreo “quase gratuito”, em vez de simplesmente vender passagens, essas empresas mudaram para sempre o setor — e ganharam muito dinheiro com isso. A maior delas, a irlandesa RyanAir, faturou 3,2 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007, um crescimento de 32% em relação ao período anterior, e os lucros aumentaram 42%, atingindo 626 milhões de dólares. As operadoras de telefonia celular adotam um modelo de negócios semelhante ao oferecer aparelhos cada vez mais sofisticados de graça em troca de contratos de longa duração e da garantia de receitas com os serviços. É claro que não existe quase nada efetivamente de graça na vida, incluídos aí os proverbiais almoços grátis que ficaram célebres nas declarações do Nobel de Economia Milton Friedman. Mas a economia do grátis deve prosperar como nunca em 2008.

Sérgio Teixeira Jr. / Revista Exame